Crédito Portugueses pedem mais de 100 mil euros ao banco para comprar casa

Portugueses pedem mais de 100 mil euros ao banco para comprar casa

Os portugueses recorreram mais ao crédito à habitação no ano passado, embora o crescimento tenha sido mais brando do que em anos anteriores.
Portugueses pedem mais de 100 mil euros ao banco para comprar casa
Negócios 25 de julho de 2019 às 14:56

Os portugueses recorreram mais ao crédito à habitação no ano passado, embora o crescimento tenha sido mais brando do que em anos anteriores.

 

De acordo com os dados do Banco de Portugal, em 2018 foram concedidos 9,5 mil milhões de euros de crédito à habitação, o que representa um aumento de 23,4%. Já o número de contratos celebrados registou um aumento menos expressivo: +13,4% para 87.906.

 

Desta forma, o valor de cada contrato registou um aumento significativo, mostrando que os portugueses estão a comprar casas mais caras e a pedir um financiamento superior ao banco.

 

Os dados do Banco de Portugal mostram que o montante médio dos novos créditos cresceu de 99.670 euros, em 2017, para 108.419 euros, em 2018.

 

O prazo médio dos novos contratos aumentou um mês, para 33,4 anos e a maioria destes contratos foi para crédito a taxa variável (85,9%). Destes, a quase totalidade foi indexada à Euribor a 12 meses (93,8%), já que os bancos deixaram de utilizar os prazos mais curtos devido ao valor mais reduzido destes indexantes.

 

O Banco de Portugal refere que o número de novos créditos à habitação abrandou na segunda metade do ano, o que relaciona com "os primeiros meses de vigência da medida macroprudencial do Banco de Portugal, que introduziu limites aos critérios utilizados pelas instituições na avaliação da solvabilidade dos clientes.

 

"O montante de crédito concedido cresceu 22,3% e 10,4% no terceiro e no quarto trimestres do ano relativamente aos períodos homólogo, enquanto no primeiro e segundo trimestres de 2018 apresentou crescimentos homólogos de 24,6% e 38,7%, respetivamente", refere a instituição liderada por Carlos Costa.

 

Apesar do aumento do crédito pedido aos bancos, o valor que os portugueses devem às instituições financeiras voltou a diminuir, devido às vendas de créditos, vencimentos e reembolsos antecipados".

 

No final do ano, o saldo em dívida no crédito à habitação totalizava 86,7 mil milhões de euros, menos 1,1% do que no final de 2017.

 

Segundo o Banco de Portugal, em 2018 foram realizados 73.654 reembolsos antecipados totais em contratos de crédito à habitação, no montante global de 4.204 milhões de euros.

 

No que diz respeito ao custo, o "spread" médio dos contratos a taxa variável foi de 151 pontos base, 23 pontos base abaixo do spread médio de 2017. A taxa anual de encargos efetiva global (TAEG) média foi de 2,7% nos contratos com taxa variável, 3,2% nos contratos com taxa mista e 3,6% nos contratos com taxa fixa.

 

No Relatório de Acompanhamento dos Mercados Bancários de Retalho de 2018, publicado esta quinta-feira, o Banco de Portugal também releva vários dados sobre o mercado de depósitos e crédito ao consumo.

 




pub

Marketing Automation certified by E-GOI