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"Rating" da "dívida de risco" de bancos cipriotas cortado pela Moody’s

Depois de ter penalizado, há oito dias, a classificação da dívida do país em dois níveis, de A2 para Baa1, a Moody’s virou agora as atenções para três bancos cipriotas. E colocou-os a um nível de "lixo", isto numa altura em que se especula que poderá ser o quarto país a pedir ajuda externa.

Joana Marques 04 de Agosto de 2011 às 17:03
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A agência de “rating” norte-americana baixou em dois níveis a notação financeira das obrigações emitidas por três bancos cipriotas que estão endossadas a empréstimos hipotecários residenciais gregos e cipriotas.

A Moody’s considera esta uma dívida de risco, tendo-a reduzido de ‘Baa1’ para ‘Baa3’. Desta forma, a agência colocou-a dois níveis abaixo da dívida do Chipre, estando assim no último nível antes de ser desaconselhado o investimento.

Na última semana, o Chipre também viu o seu “rating” ser cortado pela Standard & Poor’s. Estas descidas nas classificação das agências de “rating” foram justificadas pela falta de adaptação do governo do Chipre após a destruição da maior central eléctrica do país que produzia perto de metade da electricidade consumida na ilha.
Paralelamente aos cortes no “rating”, os juros a 10 anos da dívida pública do Chipre estão já nos 11%. Perante este cenário, é possível que o país tenha de pedir apoio financeiro à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), tal como já aconteceu com a Irlanda, Grécia e Portugal.

Apesar de um pedido de ajuda externa ser facilmente acomodado pela UE, dada a economia cipriota pesar apenas 0,2% no conjunto da Zona Euro, um potencial resgate poderá fazer com que os restantes países protestem por haver mais um país para ser ajudado”, explicou à Bloomberg o principal estratega do Commerzbank, Christopher Rieger.

O governo cipriota dispõe actualmente de 410 milhões de euros e, em meados de Dezembro, irá precisar de 650 milhões de euros para pagar dívidas que vencem nessa altura.

Além desta questão, o governo enfrenta outra dificuldade no primeiro trimestre do próximo ano, já que nesse período vence uma dívida de mil milhões de euros e caso o país não consiga pagar, irá entrar em incumprimento.


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