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Risco da dívida portuguesa recua para mínimos de 2010

As taxas de juro da dívida portuguesa continuam a cair e a renovar mínimos de 2010. Mas não são apenas as taxas, a diferença face à dívida alemã está também a diminuir, com o “spread” a fixar novo mínimo de quase quatro anos.

Bloomberg
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 11 de Março de 2014 às 10:07
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As taxas de juro implícitas na dívida portuguesa mantêm a tendência de queda dos últimos dias, com a taxa a dois anos a descer 3,4 pontos base para 1,488%, o que corresponde a um mínimo de Janeiro de 2010, de acordo com os preços genéricos da Bloomberg. A “yield” a cinco anos cai 5,2 pontos para 3,317%, o que também representa um novo mínimo de Março de 2010. E a 10 anos a descida é de 1,9 pontos para 4,431%, o que leva esta taxa para níveis de Abril de 2010.

 

As taxas de juro, no mercado secundário, continuam assim a recuar e a aumentar a diferença face às bunds (dívida alemã). Este diferencial mostra a rendibilidade que um investidor exige para adquirir dívida portuguesa em vez de comprar dívida germânica. E este continua a diminuir, tendo recuado para 277,71 pontos esta terça-feira, o que corresponde ao nível mais baixo desde Agosto de 2010, período em que a Europa já estava envolvida numa crise financeira, com a Grécia a pedir nesse ano ajuda externa.

 

Portugal continua assim a assistir a um alívio de pressão, numa altura em que se aproxima o fim do programa de ajustamento. Ainda esta terça-feira, 11 de Março, a TSF revela que o fim do programa de ajustamento está fixado a 19 de Maio e não a 17, de acordo com uma carta do Governo português enviada à troika no final da 11ª avaliação do programa de ajustamento.

 

A forma como Portugal vai sair do programa vai começar a ser discutida pelos ministros das Finanças da Zona Euro na reunião informal do Eurogrupo, agendada para Abril, revelou Jeroen Dijsselbloem.

 

Ainda na segunda-feira, após a reunião de ministros das Finanças que decorreu em Bruxelas, a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque disse que a decisão de Portugal poderá ser tomada apenas em Maio, defendendo que é melhor esperar por um período mais próximo do fim do programa antes de se decidir se o país recorre a um programa cautelar ou se segue as pisadas da Irlanda e sai sem qualquer rede. 

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