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Rota descendente das Euribor já vai em quatro meses. Sem interrupções.

As Euribor perdem terreno há, pelo menos, 85 sessões consecutivas. Juros em mínimos históricos e cedência de liquidez à banca continuam a ser os motivos para as descidas.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 20 de Abril de 2012 às 11:07
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Foi há precisamente quatro meses que a Euribor a seis meses começou a cair. A 19 de Dezembro de 2011, a taxa cedeu terreno e, desde aí, nunca mais voltou a subir. Cumpre-se hoje a 86ª sessão de descidas consecutivas para este indexante.

A taxa interbancária a seis meses cedeu hoje 0,4 pontos base para se fixar 1,029%. A Euribor aproxima-se da taxa de juro de referência da Zona Euro, que se encontra em 1%, o mínimo histórico. A descida para este valor é uma das razões que justifica as quedas das taxas interbancárias.

O indexante a três meses foi hoje fixada em 0,734%, mínimos de Junho de 2010, depois de recuar 0,3 pontos base. Há exactamente quatro meses, esta taxa tinha permanecido inalterada para começar a cair, ininterruptamente, desde 20 de Dezembro de 2011.

Nas maturidades mais longas, a Euribor a nove meses deslizou 0,4 pontos base para se colocar nos 1,200%. Já a taxa a doze meses está nos 1,352%, ao perder 0,5 pontos base.

A taxa Euribor a um mês permaneceu hoje inalterada nos 0,407%. Nas últimas sessões, este prazo já ficou sem qualquer alteração por três vezes, embora seja também ele o que tem um valor mais baixo, pelo que as descidas tendem a ser menos significativas, em termos absolutos.

E porque têm caído tanto as Euribor, que servem de indexante para a actividade interbancária mas que também são utilizadas como indexante em créditos?

Por um lado, reflectem as descidas da taxa de juro de referência da Zona Euro, pela mão de Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE). A taxa de juro está em 1% e a perspectiva é que assim continue. Havendo margem, será para descer ainda mais. As Euribor tendem a deslizar já que seguem o desempenho do custo do dinheiro, que se encontra, então, ao nível mais baixo de sempre.

Por outro lado, as operações de cedência de liquidez a longo prazo (três anos) da autoridade monetária a bancos europeus, em Fevereiro e em Dezembro, retiraram pressão do mercado interbancário, o que limita os juros cobrados pelos bancos nas operações de financiamento entre si.

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