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S&P: Espanha é o único grande país europeu que continuará em recessão em 2013 (act.)

O país vizinho continua sob pressão. O leilão da dívida foi fraco e o presidente do BCE, Mario Draghi, sublinha que esse resultado demonstra que o mercado está à espera de reformas. Os seguros contra o incumprimento soberano dispararam, os juros da dívida também, e a agência de rating Standard & Poor’s não vê melhorias para a economia espanhola no próximo ano.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 04 de Abril de 2012 às 15:33
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A agência de notação financeira S&P disse hoje que a Europa deverá manter-se em recessão durante 2012, só devendo inverter em finais do ano/inícios do próximo. Mas essa previsão de regresso ao crescimento não se aplica a Espanha. Esta será, na opinião da Standard & Poor’s, a única grande nação europeia que se manterá em recessão em 2013.

A S&P considera que existem 40% de probabilidades de a economia da Zona Euro sofrer uma verdadeira recessão em 2012, o que implicaria uma contracção de 2,5% do PIB da região e de 4% no caso de Espanha, sublinha o “Expansión”.

Segundo o cenário de base apresentado pela agência, o PIB de Itália e de Espanha poderá registar uma queda de 1,5% devido à debilidade da procura interna e ao efeito dos ajustes orçamentais, de par com o aumento da taxa de desemprego, refere a mesma fonte.

Em 2013, quando se prevê um crescimento de 1% da actividade da Zona Euro, particularmente devido à Alemanha (+1,5%) e a França (1%), a economia italiana manter-se-á “estancada” (0%), ao passo que a espanhola continuará em regressão (-0,5%) e o nível do desemprego irá agravar-se (para 25% da população activa), segundo a S&P.

De momento, a situação espanhola não parece estar a melhorar. Nem a apresentação de um austero Orçamento do Estado para 2012 alterou o sentimento dos mercados. A bolsa continua a cair, o leilão de dívida soberana de hoje foi bastante decepcionante e os juros das obrigações espanholas subiram ainda mais – no prazo a 10 anos, escalaram para os 5,676%, máximos desde meados de Novembro.

Mario Draghi, presidente do BCE, dirigiu-se hoje de forma indirecta a Espanha ao assinalar que os resultados do leilão demonstram que o mercado está à espera de reformas, diz o “Expansión”.

Recorde-se que o Tesouro espanhol colocou hoje 2.589 milhões de euros em obrigações, o que praticamente correspondeu ao mínimo previsto. Além disso, a operação foi realizada com juros mais altos, o que decepcionou os investidores e contribuiu para intensificar as perdas do índice bolsista de referência, o IBEX-35.




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