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Sistema de garantia mútua apresenta lucros de 12,6 milhões

Quase 17% das PME já concretizaram pelo menos um investimento ou acederam ao crédito recorrendo à garantia mútua. Mesmo prejudicada pelas dificuldades de financiamento às empresas, a carteira viva do sistema nacional ultrapassava os 3,2 mil milhões no final do ano passado.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 21 de Maio de 2012 às 15:39
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De acordo com os indicadores económico-financeiros divulgados esta manhã no Porto, o sistema apresentou um resultado após impostos de 12,64 milhões de euros no final de 2011. A Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua (SPGM), que funciona como uma espécie de “holding” deste sistema, deu o maior contributo, ao apresentar um lucro líquido de quase 4,8 milhões de euros, mais 56% do que no exercício anterior.

Já no primeiro trimestre deste ano, ascenderam a 4,22 milhões de euros os lucros do sistema, que além da entidade coordenadora englobam as quatro sociedades de garantia mútua que actuam em Portugal: a Norgarante, a Norte; a Lisgarante, com sede em Lisboa; a Garval, que opera a partir de Santarém; e a Agrogarante, que está em Coimbra e que tem por missão específica o apoio ao sector agroflorestal.

O relatório de gestão hoje disponibilizado mostra que, a 31 de Dezembro de 2011, a carteira viva das quatro sociedades recuou 12,5% em valor, para 3,24 mil milhões de euros. A desaceleração de crédito às empresas por parte do sector financeiro nacional é a principal causa identificada.

“Esta redução do crédito às empresas só não foi muito superior exactamente por força da intervenção da garantia mútua, que permitiu com os quase 730 milhões de euros de novas garantias emitidas no ano passado [de 13.688 contratos], que a banca ainda fizesse cerca de 1.500 milhões de euros de novos créditos”, referiu José Fernando Figueiredo, presidente da SPGM, destacando que, nesse cenário, seriam as “empresas muito pequenas” as mais penalizadas.

Indústrias transformadoras (34,6%), comércio (29,2%) e construção (10,2%) são os sectores que absorvem grande parte do “bolo”. Em termos de distribuição regional, surgem em destaque Lisboa (20%), Porto (19%), Aveiro (12%) e Braga (10%) e Leiria (9%).

Sinistralidade sobe para 4,25% no primeiro trimestre

No final de 2011, a sinistralidade global, ou seja, incluindo a “holding”, subiu de 2,7% para 3,66%. Uma percentagem da carteira contratada que, já no primeiro trimestre deste ano, voltou a aumentar para os 4,25%. Esta é uma percentagem que não surpreende nem preocupa o responsável máximo da sociedade coordenadora do sistema, frisando que os rácios de solvabilidade entre 15% e 25% fazem "inveja" aos bancos.

José Fernando Figueiredo preferiu relevar os “efeitos multiplicadores” do sistema, contabilizando que, desde o lançamento da garantia mútua em 1994 até ao final do primeiro trimestre deste ano, “a partir da afectação de fundos públicos de pouco mais de 900 milhões de euros foi possível viabilizar mais de 13 mil milhões de euros em financiamentos e induzir investimentos que, somados, ascendem a 13,7 mil milhões de euros”.

Segundo os números facultados pela organização, são 59 mil as PME mutualistas, a que se juntam os quase 16 mil estudantes que beneficiaram já dos empréstimos com garantia mútua. Desde que existe, este sistema terá sido responsável por dar emprego “a mais de 875 mil trabalhadores” em Portugal, acrescentou a mesma fonte.
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