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S&P: “Queixa do Governo dos EUA é injustificada e sem mérito legal”

A Standard&Poor’s reagiu já à intenção do Governo norte-americano seguir para tribunal, processando a agência de “rating” por fraude, por ter subavaliado os riscos activos imobiliários que levaram à crise financeira actual.

Bloomberg
Inês Balreira inesbalreira@negocios.pt 05 de Fevereiro de 2013 às 19:09
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A queixa, centrada nas notações de 2007 atribuídas a algumas obrigações norte-americanas garantidas por dívida, as designadas na sigla em inglês de CDO (“collateralized debt obligations”), despertaram já a reacção da Standard&Poor’s (S&P) contra o processo judicial movido pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América (EUA).

 

A agência, que é uma filial do grupo de comunicação norte-americano McGraw-Hill, considera que a acção do Departamento de Justiça é “injustificada e sem mérito legal”, diz a empresa em comunicado esta terça-feira.

 

A S&P nega qualquer irregularidade na sua acção, nomeadamente na avaliação dos riscos imobiliários, que resultam das CDO, conhecidos como “subprime”.

 

“Embora lamentemos profundamente que as previsões das CDO de 2007 não se tenham concretizado, não há nenhum fundamento para agir judicialmente contra a boa intenção dos profissionais”, diz a agência.

 

A S&P adianta que os “‘ratings’ foram baseados no mesmo “subprime” que o resto do mercado utilizou, inclusivamente o Governo dos EUA”. “Todas as CDO citadas pelo Departamento de Justiça receberam a mesma classificação pelas outras agências de ‘rating’”, assevera a empresa no comunicado.

 

A filial da McGraw-Hill assegura ainda que “sempre se comprometeu em servir os interesses dos investidores e de todo o mercado, através de avaliações independentes baseadas em informação credível”.

 

No comunicado, a S&P acusa o governo norte-americano de descontextualizar a informação recolhida para processar a empresa, nomeadamente os e-mails consultados. “O Departamento de Justiça está a omitir conteúdo importante dos “e-mails” que cita”, argúi a agência, assegurando que quando os factos forem conhecidos em tribunal “ficará claro que a informação recolhida não prova erros nenhuns”.

 

O processo, que foi hoje oficializado, é a primeira acção judicial do governo dos EUA contra uma agência de “rating” no contexto da crise financeira.

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