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“Taxa sombra” da Fed é negativa em 1,98%

A Reserva Federal de Atlanta adoptou um modelo que mede os efeitos da política monetária quando os juros se encontram próximos de zero. Se não recorresse a medidas extraordinárias, a política actual da Fed norte-americana corresponderia a uma “taxa sombra” negativa de 1,98%.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 31 de Janeiro de 2014 às 18:01
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Desde a crise do subprime em 2008 que a Reserva Federal norte-americana tem usado várias medidas não-convencionais para conduzir a política monetária dos Estados Unidos da América (EUA). Muitos dos efeitos das medidas extraordinárias são ainda desconhecidos, mas dois académicos criaram um indicador que visa reflectir a política na forma de uma “taxa sombra” – aquela que seria necessária para replicar a política da Fed sem recorrer a medidas extraordinárias.

 

A taxa de juro de referência da Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos da América está actualmente próxima de 0%. A “taxa sombra” – que pressupõe a inexistência de medidas extraordinárias – é negativa em 1,98%, segundo o modelo dos economistas Jing Cynthia Wu e Fan Dora Xia, da Universidade de Chicago e da Universidade da Califórnia, respectivamente.

 

A conclusão é dos economistas Jing Cynthia Wu da Universidade de Chicago, e Fan Dora Xia, da Universidade da Califórnia, que utilizaram os dados dos últimos cinco anos, em que a política monetária contemplou uma taxa de referência próxima de 0%. A Reserva Federal de Atlanta decidiu adoptar a medida aplicando-a nos seus modelos, refere a Bloomberg.

 

“A ‘taxa sombra’ é um mecanismo que podemos usar para resumir as políticas da Fed de forma familiar”, explicou o professor da Universidade da Califórnia James Hamilton, à Bloomberg. “É um número útil que a Fed poderá querer incluir nos seus debates e avaliações sobre como o mercado está a reagir”, acrescentou.

 

De facto, economistas da Reserva Federal de Atlanta decidiram incluir a “taxa sombra” nos seus modelos de análise, com impacto nas previsões. Por outro lado, alguns economistas acreditam que a série de dados de cinco anos é relativamente pequena para chegar a conclusões definitivas.

 

“Existe muito trabalho [a fazer] e muita incerteza acerca dos efeitos da expansão monetária”, referiu o economista do UBS Securities Drew Matus, citado pela Bloomberg. “Não creio venhamos a saber a resposta para aquilo que a Fed fez num período de alguns anos”, acrescentou.

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