Crédito Taxas de juro do crédito à habitação sobem para máximos de agosto de 2016

Taxas de juro do crédito à habitação sobem para máximos de agosto de 2016

As taxas de juro implícitas do crédito à habitação arrancaram o ano a subir, revelam os dados do INE. Já os juros dos empréstimos mais recentes registaram o rumo oposto.
Taxas de juro do crédito à habitação sobem para máximos de agosto de 2016
Reuters
Raquel Godinho 18 de fevereiro de 2019 às 11:07
As taxas de juro do conjunto dos créditos à habitação arrancaram o ano a subir. Atingiram os 1,054%, em janeiro, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE). Trata-se do valor mais elevado desde agosto de 2016. Já a taxa de juro dos empréstimos assinados nos últimos três meses recuou para 1,282%, o que representa uma forte queda de 14,2 pontos-base face aos 1,424% registados um mês antes.

"A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação aumentou 0,1 pontos base (p.b.) em janeiro de 2019 quando comparado com o mês anterior, para 1,054%", revelou o INE, esta segunda-feira. Trata-se do segundo aumento mensal consecutivo para máximos de agosto de 2016.

Mas a evolução mais significativa verificou-se nos contratos recentes, celebrados nos últimos três meses, onde a taxa de juro desceu para 1,282%, menos 14,2 pontos-base do que o registado no mês anterior. Foi a terceira queda mensal consecutiva e a mais expressiva desde maio de 2009. A taxa de juro atingiu o valor mais baixo desde que estes dados começaram a ser divulgados, no início de 2009.

Uma evolução que coincide com a manutenção da estratégia dos bancos de reduzirem os "spreads" exigidos aos clientes. Ainda no início do ano, o BPI cortou a margem mínima de 1,50% para 1,25%, igualando a taxa de juro oferecida pelo BCP, Santander Totta e Novo Banco e ficando abaixo da comercializada pela CGD (1,3%).

Quanto à prestação média vencida, esta manteve-se pelo segundo mês 244 euros. Deste valor, 46 euros (19%) correspondem ao pagamento de juros e os restantes 198 euros (81%) a capital amortizado. Mas nos contratos mais recentes, a prestação média caiu 23 euros, em janeiro, para 309 euros.

E o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos de crédito à habitação subiu 128 euros, fixando-se em 52.504 euros. Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio do capital em dívida desceu 1.358 euros para 98.235 euros.


(Notícia atualizada às 11:30 com mais informação)



pub

Marketing Automation certified by E-GOI