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Taxas altas atraem mais 38 milhões de euros para os certificados de aforro

Saldo entre novas subscrições e resgates foi positivo pelo terceiro mês consecutivo, em Julho. Montante total captado este ano por este produto de poupança do Estado supera já os 100 milhões.

Miguel Baltazar/Negócios
Paulo Moutinho 21 de Agosto de 2013 às 13:29
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Continua a entrar dinheiro nos certificados. Em Julho, e pelo terceiro mês consecutivo, o valor das subscrições superou os resgates. Os portugueses aplicaram 121 milhões, o que superou em 38 milhões de euros os 83 milhões levantados pelos investidores no mesmo período.

 

De acordo com os dados revelados esta quarta-feira pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), o montante total aplicado em dívida do Estado através de certificados de aforro aumentou para os 9.788 milhões de euros no final de Julho. Este valor compara com os 9.750 milhões de euros em Junho.

 

Este aumento de 38 milhões de euros é o mais elevado desde que foi lançada a “Série C”, no arranque de 2008. Este valor revela que além do efeito de capitalização característico deste produto, voltou a registar-se a entrada efectiva de dinheiro nestes títulos de dívida. A explicação para a inversão da tendência está na rendibilidade.

 

Os certificados de aforro ganharam “vida nova” a partir de Setembro, altura em que o Governo decidiu rever em alta o prémio atribuído aos títulos. Passou a existir uma bonificação única de 225 pontos-base (que estará em vigor até 2016), o que fez disparar a rendibilidade dos títulos para mais de 3%.

 

Quem subscrever certificados de aforro este mês irá contar com uma taxa bruta de 3,189%, nos próximos três meses. Um retorno elevado, especialmente quando comparado com os juros praticados nos depósitos a prazo. A taxa média oferecida nas aplicações até um ano caiu, em Junho, para 2%. O diferencial entre os dois produtos é o mais alto de sempre.

 

Certificados a caminho da meta

 

Os 38 milhões de euros angariados pelos certificados de aforro comparam positivamente com os 29 milhões obtidos em Junho, e os 30 milhões alcançados em Maio. E vêm elevar para mais de 100 milhões de euros o montante total captado por estes títulos representativos de dívida pública.

 

No total, em sete meses, o IGCP angariou 119 milhões de euros, um valor que está já próximo da meta estabelecida pelo Governo. No Orçamento do Estado para 2013 a previsão era de que seria possível obter um saldo líquido positivo de 144 milhões de euros. Quando faltam cinco meses, a diferença está em apenas 25 milhões.

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