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Taxas Euribor estáveis em dia de reunião do BCE

Indexante a três meses está em 0,2% há sete sessões consecutivas. Hoje o BCE deverá manter a taxa de juro em 0,5%.

Bloomberg
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As taxas Euribor voltaram a ficar sem variação esta quinta-feira, em linha com o comportamento das últimas sessões, com os investidores à espera de mais indicações do BCE sobre o rumo das taxas de juro.

 

O indexante a três meses permaneceu em 0,2%, nível em que se encontra há sete sessões seguidas.

 

Também a Euribor seis meses ficou estável num nível “redondo” (0,3%), neste caso pela terceira sessão seguida. Entre os principais prazos só houve alteração na Euribor a 12 meses, que baixou 0,1 pontos base para 0,48%.

 

Esta estabilização das taxas Euribor surge no dia em que decorre a reunião do Banco Central Europeu (BCE), não se esperando novidades sobre alteração da taxa de juro de referência.

 

A autoridade monetária deve manter a taxa de juro de referência em 0,5% e não se esperam anúncios de novas medidas. O BCE deverá esta quinta-feira, pela voz de Mario Draghi, rever em baixa algumas das projecções económicas para a Zona Euro. Os principais elementos da política monetária, como a taxa de referência, deverão, contudo, permanecer intactos. Os economistas antevêem que Draghi mantenha a disponibilidade para agir se necessário, mas tente voltar as atenções para os líderes europeus e para a cimeira do final do mês.

 

Antes do corte da taxa de juro anunciado em Maio, para o mínimo histórico de 0,5%, os dados económicos indicavam claramente uma deterioração das condições. "Isso tornou óbvio que existiria um corte", escreve Christian Shulz, economista do Berenberg. "No entanto, os últimos indicadores têm sido mais positivos, o que torna uma nova mexida muito improvável". O Berenberg e outros bancos de investimento acreditam que mais cortes na taxa de juro são possíveis, mas não para já.

 

Na conferência de imprensa desta quinta-feira, "Mario Draghi deverá manter o tom acomodatício das últimas intervenções, mas não irá apresentar quaisquer medidas relevantes, depois do corte de taxas anunciado no último mês", afirma Christian Shulz. "Ao invés, o BCE deverá orientar as atenções para a Cimeira Europeia do final do mês, esperando que surjam aí novas iniciativas para apoiar os países da periferia". Além disso, Christian Shulz espera que "na cimeira sejam também realizados progressos noutro tema da maior importância para o BCE: a união bancária".

 

"No centro das atenções do mercado continua o eventual apoio no crédito às pequenas e médias empresas", nota Michael Leister, estratego do Commerzbank. Draghi anunciou há dois meses que iniciara consultas com outras instituições internacionais (o Banco Europeu de Investimento é uma delas) no sentido de estimular o crédito às PME. Mas poucos esperam que seja anunciada uma "bazuca". "Acordos bilaterais e a estímulos internos ao crescimento passaram a ser a abordagem preferida dos responsáveis europeus, em oposição a intervenções do BCE", acrescenta Michael Leister. Um exemplo dessa nova abordagem é o noticiado plano do banco alemão KfW de emprestar recursos financeiros a empresas ibéricas. 

 

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