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Taxas implícitas no crédito à habitação em queda há onze meses

A taxa de juro implícita para o conjunto dos contratos de crédito para a compra de casa desceu para 1,275%, em Junho. Com este desempenho, completa um ciclo de onze meses de quedas.

Bruno Simão
Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 22 de Julho de 2015 às 11:50
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Desde Agosto do ano passado que as taxas de juro implícitas nos créditos à habitação só têm um sentido: o descendente. Em Junho, a taxa de juro para o conjunto dos contratos ascendeu a 1,275%, ficando abaixo dos 1,285% fixados um mês antes, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).


Quanto aos novos contratos de crédito, a taxa de juro implícita ascendeu a 2,644%, em Junho, o que compara com os 2,738% atingidos um mês antes. A taxa relativa ao mês passado é a mais baixa desde Outubro de 2010 (2,596%).


"No destino de financiamento a aquisição, principal destino dos contratos de crédito à habitação, a taxa de juro implícita no conjunto de todos os contratos e para os celebrados nos últimos três meses, situou-se em 1,282% e 2,580%, respectivamente (1,293% e 2,680% em Maio, pela mesma ordem)", refere o comunicado do INE.


Já no que se refere à construção de habitação, a taxa de juro implícita para o conjunto dos contratos caiu para 1,186% face aos 1,197% atingidos em Maio. Também neste caso se completaram 11 meses de quedas. Quanto aos contratos de reabilitação, a taxa de juro implícita desceu de 1,408% para 1,402%, desvalorizando pelo segundo mês.


Em qualquer um dos casos, as taxas de juro implícitas são as mais baixas desde que o INE começou a publicar estes dados em Janeiro de 2009.


Em relação à prestação média vencida para a globalidade dos contratos, esta aumentou em um euro face ao mês anterior para 241 euros. Uma evolução justificada pelo crescimento da componente amortização. Deste total, 185 euros são relativos a capital amortizado (184 euros em Maio) e 56 euros a juros totais (56 euros em Maio). Quanto aos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação foi de 319 euros, menos do que os 317 euros relativos a Maio.


O capital médio em dívida para a totalidade dos contratos de crédito à habitação diminuiu em 115 euros para 52.569 euros. A evolução foi inversa nos contratos celebrados nos últimos três meses: o valor médio do capital em dívida situou-se em 81.444 euros, o que compara com os 80.383 euros de Maio.

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