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Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo em queda. Euro em alta ligeira em dia de votação na Grécia

As bolsas europeias iniciaram a sessão em queda, com os investidores a olharem para os resultados das empresas relativos ao segundo trimestre. O euro negoceia em alta ligeira no dia em que o Parlamento grego vai votar a segunda ronda de medidas de austeridade.

Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 22 de Julho de 2015 às 08:33
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Os mercados em números

PSI-20 desce 0,75% para 5.785,28 pontos

Stoxx 600 cai 0,5% para 400,64 pontos

Nikkei desvalorizou 1,19% para 20.593,67 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos aliviam 0,5 pontos para 2,639%

Euro sobe 0,11% para 1,0947 dólares

Petróleo em Londres cai 0,93% para 56,51 dólares por barril

Bolsas europeias em queda

As bolsas europeias estão a negociar em queda esta quarta-feira, numa altura em que os investidores estão a incorporar os resultados das empresas, relativos ao segundo trimestre, e de olhos postos em Atenas, onde o Parlamento vai votar uma série de medidas que são contrapartida para início das negociações para um terceiro resgate.

Na bolsa nacional, o PSI-20 desce 0,75% para 5.785,28 pontos, pressionado, sobretudo pelos CTT e pelo BCP. 


Juros da dívida na Europa sem tendência definida

Os juros da dívida dos países europeus estão a negociar sem uma tendência definida, variando entre descidas e subidas ligeiras. Na Alemanha, a ‘yield’ associada à dívida a dez anos desce dois pontos base para 0,761%, enquanto em Itália, para o mesmo prazo, os juros sobem 1 ponto base para 1,976%.

Em Portugal, os juros da dívida a dois anos descem 0,7 pontos base para 0,426%, enquanto a dez anos a queda é de 0,5 pontos para 2,639%. Isto no dia em que o IGCP vai voltar ao mercado para um duplo leilão de dívida, a cinco e a 22 anos. 


Euro em alta ligeira

A moeda única europeia está a valorizar ligeiramente face ao dólar, no dia em que a Grécia enfrenta uma nova votação decisiva para poder receber iniciar negociações para um terceiro resgate dos credores externos, no valor de 86 mil milhões de euros.

Depois de uma primeira votação, que desbloqueou um empréstimo de curto prazo de cerca de sete mil milhões de euros, o governo de Tsipras prepara-se para submeter ao Parlamento outro conjunto de medidas. De fora estão o aumento dos impostos para os agricultores e a redução das reformas antecipadas.

O euro sobe 0,11% para 1,0947 dólares.

Crude em Nova Iorque desvaloriza mais de 1%

O petróleo está a negociar em queda nos mercados internacionais, devido aos sinais de que o excesso de oferta nos Estados Unidos deverá persistir. Segundo dados do Instituto Americano de Petróleo, as reservas de crude dos Estados Unidos deverão ter aumentado em 2,3 milhões de barris na semana passada. Os dados oficiais, revelados pela Administração de Informação de Energia, serão conhecidos esta quarta-feira.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, cai 1,36% para 50,17 dólares enquanto o Brent, transaccionado em Londres, desvaloriza 0,93% para 56,51 dólares.

Ouro cai pela décima sessão

O ouro está a negociar em terreno negativo pela décima sessão consecutiva, a mais longa série de perdas desde 1996, depois de o Goldman Sachs ter previsto o declínio no preço deste metal precioso. Segundo o banco, o ouro poderá cair abaixo dos 1.000 dólares por onça pela primeira vez desde 2009.

Nesta altura, o metal precioso desce 0,51% para 1.095,60 dólares por onça. Já a prata perde 0,61% para 14,7542 dólares.

Destaques do dia 

Portugal em risco em novo critério do FMI para a dívida. O indicador que o FMI utilizou como argumento para defender a reestruturação da dívida pública grega deixa Portugal em pior situação no curto prazo. Com elevadas necessidades de financiamento, Lisboa também está na zona de risco do Fundo.

Alívio na tragédia grega traz Portugal para o palco dos leilões. A presidente do IGCP reconhece que Portugal vai beneficiar do fim dos receios com a Grécia. Já os analistas acreditam que o acordo foi essencial para a data do leilão. E a opção por dívida de ultra-longo prazo é um reflexo da confiança em Portugal.


Resultados da Apple desiludem o mercado. A empresa liderada por Tim Cook desiludiu o mercado ao reportar um número de vendas de iPhones abaixo do esperado. Além disso, as estimativas das receitas para o quarto trimestre também são inferiores à projecção média dos analistas.

Microsoft regista maior prejuízo de sempre. A tecnológica liderada por Satya Nadella reportou a perda trimestral mais elevada da sua história, penalizada pela amortização de 7,5 mil milhões de dólares que pagou pela unidade de telemóveis da Nokia.

Yahoo projecta vendas abaixo do esperado pelos analistas e desilude investidores. A empresa liderada por Marissa Mayer segue a ceder terreno na negociação fora de horas em Wall Street, depois de ter decepcionado os investidores com estimativas para as receitas abaixo do consenso de mercado.

Grécia vota quarta-feira pacote de austeridade mas deixa cair medidas. O terceiro resgate à Grécia depende da votação decisiva que tem lugar esta quarta-feira, 22 de Julho. Alexis Tsipras deixou de fora duas medidas polémicas.

 

O que vai acontecer hoje

Boeing. Divulga os resultados relativos ao segundo trimestre.

Coca-Cola. Divulga os resultados relativos ao segundo trimestre.

Banco de Inglaterra. Divulgação das minutas da reunião do Comité de Política Monetária, realizada a 9 de Julho.

Zona Euro. Dívida governamental, no primeiro trimestre; défice governamental, no primeiro trimestre.

  1. Estados Unidos. Índice dos preços das habitações (FHFA), em Maio.

 

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