Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas e euro em queda. Petróleo em alta

Abertura dos mercados: Bolsas e euro em queda. Petróleo em alta

As bolsas europeias estão a cair numa altura em que várias empresas apresentam resultados aquém do estimado e que estão a agravar os receios do mercado em relação à evolução da economia mundial. Petróleo está em alta ligeira.
Abertura dos mercados: Bolsas e euro em queda. Petróleo em alta
Bloomberg
Ana Laranjeiro 03 de fevereiro de 2016 às 08:38

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,42% para 4.960,71 pontos

Stoxx 600 recua 0,49% para 332,95 pontos

Nikkei desvalorizou 3,15% para 17.191,25 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal soma 3,4 pontos base para 3,018%

Euro cede 0,02% para 1,0917 dólares

Petróleo soma 0,12% para 32,76 dólares por barril, em Londres

Bolsas europeias em queda

As bolsas europeias arrancaram a sessão em terreno negativo, numa altura em que a atenção do mercado está concentrada na apresentação de resultados das empresas e na queda que os preços do petróleo tem sofrido nas últimas semanas. Na Europa, o germânico DAX lidera as quedas, ao recuar 0,87%, seguido do espanhol IBEX 35, que desce 0,72%. O Stoxx 600, índice de referência, perde 0,49%.

 

No Japão, o Nikkei encerrou a cair 3,15% e o Topix desvalorizou 3,15%. As acções nipónicas foram penalizadas pelas fortes vendas de títulos e que têm sido fomentadas pela queda dos preços do petróleo de acordo com a Bloomberg. Mark Smith, da ANZ Bank New Zealand, numa nota aos clientes citada pela Bloomberg, aponta que desde o corte do Banco do Japão na semana passada que os mercados têm estado preocupados "que a situação mundial seja consideravelmente pior que o inicialmente previsto e que os bancos centrais não vão ser capazes de combater os riscos deflacionários movidos pela queda dos preços do petróleo".

Juros acima dos 3%

Os juros da dívida pública nacional no mercado secundário estão a subir em todos os prazos. A dez anos, a maturidade considerada de referência, a "yield" soma 3,4 pontos base para 3,018%. Este comportamento das taxas de juro tem lugar numa altura em que o Governo português está a ultimar o Orçamento do Estado para este ano. Bruxelas chumbou segunda versão do esboço do Orçamento do Estado para 2016 que foi apresentado por Lisboa. A Comissão Europeia considerou as propostas insuficientes e pediu mais medidas que elevassem o esforço adicional a 1.000 milhões de euros.

Ao que o Negócios apurou das conversas entre o Executivo PS e os partidos à esquerda resultou um conjunto de medidas avaliadas em 500 milhões de euros. E que permitem baixar o défice para cerca de 2,3% ou 2,4% do PIB, face aos actuais 2,6%, que constam do esboço do Orçamento. Terá também sido aceite por parte da Comissão uma parte das medidas temporárias, no valor de 600 milhões de euros, face aos 1.900 milhões previstos.


Os juros da Alemanha no mercado secundário estão também a subir em todos os prazos. A dez anos, a "yield" avançam 0,3 pontos base para 0,310%. O prémio de risco da dívida portuguesa está nos X pontos.

Euro em queda ligeira

O euro está a ceder ligeiramente terreno face ao dólar. Por esta altura, a moeda da Zona Euro cede 0,02% para 1,0917 dólares. Esta evolução marca um ligeiro alívio da divisa norte-americana que tem estado a ser penalizada por dados económicos desapontantes nos EUA, nomeadamente os indicadores na indústria.

Petróleo em alta

Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais. Esta quarta-feira a Administração norte-americana de Informação de Energia irá divulgar as reservas de crude e os especialistas consultados pela Bloomberg antecipam que as reservas tenham aumentado em 3,75 milhões de barris na semana terminada a 29 de Janeiro.

O West Texas Intermediate sobe 0,54% para 30,04 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacional, cresce 0,12% para 32,76 dólares por barril. Nas duas últimas sessões a matéria-prima registou a maior queda de dois dias em sete anos, o que penalizou fortemente os mercados accionistas.

Ouro cede ligeiramente 
A cotação do ouro está a ceder ligeiramente nos mercados internacionais. O metal amarelo para entrega imediata desliza 0,13% para 1.127,57 dólares por onça. Os activos considerados de refúgio como é o caso do ouro tem sido procurados pelos investidores, numa altura em que as bolsas mundiais e os preços do petróleo têm estado em queda.


Destaques do dia

Como o petróleo está a arrasar com as bolsas mundiais. A descida abrupta das cotações está a fustigar as petrolíferas. Quedas que estão a pesar nas bolsas, mas também no sentimento dos investidores que procuram fugir aos ecrãs "vermelhos".

 

Procura por rendimento acelera preços das casas. Há cada vez mais aforradores a apostarem no imobiliário. Com os baixos retornos proporcionados pelos activos sem risco, a compra de imóveis voltou a ganhar terreno. As agências imobiliárias falam de rentabilidades até 8%.

Há uma bolha nos preços dos imóveis? A equação é simples: com o aumento da procura, os preços sobem. É o que tem vindo a acontecer nos últimos meses, mas as imobiliárias afastam a existência de uma bolha. Consideram que os preços não estão a subir de forma excessiva.

O que está a levar à aposta no imobiliário? O imobiliário voltou ao radar dos investidores. Com a maior disponibilidade dos bancos para concederem crédito, muitos aforradores têm avançado para a compra de imóveis. Uma opção que garante boas rentabilidades num contexto de taxas zero.

Governo deu 500 milhões de euros. Bruxelas quer o dobro. Bruxelas chumbou segunda versão do esboço do Orçamento do Estado para 2016. A Comissão Europeia considerou as propostas insuficientes e pediu mais medidas que elevassem o esforço adicional a 1.000 milhões de euros. Governo não está disposto a uma cedência desta grandeza.


O que vai acontecer hoje

Banco do Japão. O Governador do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, discursa em Tóquio, pela primeira vez após a instituição ter cortado a taxa de depósitos no país para -0,10%.

Vendas a retalho na Zona Euro. O Eurostat publica a evolução das vendas a retalho, na Zona Euro, no mês de Dezembro.

Serviços nos EUA. A Markit publica o índice PMI para os serviços, em Janeiro.

Petróleo. A Administração de Informação de Energia dos EUA divulga relatório semanal com reservas de petróleo.




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