Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

É esperada hoje a intervenção de Puigdemont no parlamento catalão, onde pode decretar a independência da região. O negócio Meo/Media Capital aguarda a palavra da ERC e há novas perspectivas sobre a economia global a partir de Washington.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Paulo Zacarias Gomes 10 de outubro de 2017 às 07:30
Dia "I" na Catalunha?

O presidente da Generalitat comparece hoje às 17:00 no parlamento catalão para informar "sobre a situação política", nove dias depois do referendo em que 90% dos votantes decidiram pela independência. A expectativa é de que Carles Puigdemont possa utilizar a presença no parlamento para desencadear a declaração de separação de Espanha.


"Isso não ficará sem resposta," avisou ontem a vice-presidente do governo espanhol, Soraya Saenz de Santa Maria. O executivo de Mariano Rajoy não descarta a possibilidade de activar o artigo 155 da Constituição que suspenderia a autonomia catalã e desencadearia eleições autonómicas.


Entretanto, perante a iminência do "Dia I", de independência, prossegue a sangria de empresas – mais de 20 já deixaram de ter sede no território, depois de facilitada a mudança de domicílio por parte do governo de Madrid.


Parecer vinculativo ERC ao negócio Altice/TVI pode ser conhecido

Esta terça-feira é a data apontada para a Entidade Reguladora para a Comunicação Social dar a conhecer o seu parecer – vinculativo – em relação ao negócio de compra da Media Capital pela Altice, via Meo. Contudo, escreve hoje o Negócios, o regulador poderá pedir um novo adiamento.

A reunião do conselho regulador estendeu-se de ontem para hoje e sobre a mesa deverá estar um parecer desfavorável dos serviços técnicos da ERC em relação à compra da TVI, segundo revelou no domingo Marques Mendes na SIC. Caso os membros do conselho regulador votem favoravelmente o parecer, o negócio pára.



INE toma pulso ao comércio internacional em Agosto

O instituto estatístico português dá a conhecer os números das vendas e compras ao estrangeiro durante o mês de Agosto, com a divulgação das estatísticas de comércio internacional.

Em Julho, o ritmo de crescimento das importações por parte de Portugal foi quase três vezes superior ao das vendas a países terceiros (12,8% face a 4,6%), levando a um agravamento do défice da balança comercial de bens para 1.057 milhões de euros.


Porém, incluindo o turismo (que só os dados do Banco de Portugal contabilizam), as contas externas nacionais passaram em Julho a terreno positivo, com um excedente de 280 milhões de euros desde o início do ano.


FMI divulga novas perspectivas para economia global

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulga hoje as suas previsões trimestrais (o anterior World Economic Outlook data de Julho) para a evolução das principais economias mundiais. A opinião do fundo liderado por Christine Lagarde considerava há três meses que a retoma antecipada em Abril continuava firme, vendo o PIB mundial a crescer 3,5% este ano e 3,6% no próximo, valores que poderão ser revistos nesta nova avaliação.

Além da evolução das duas principais economias do globo (EUA e China – sendo que neste país o último relatório apontava para a possibilidade de tensões financeiras), estará também sob análise o desempenho do bloco do euro e os possíveis efeitos da saída do Reino Unido da União Europeia. 


Trudeau e Trump encontram-se após medidas anti-dumping à Bombardier

O primeiro-ministro canadiano e o presidente dos EUA vão discutir, ao longo de dois dias, temas como a segurança internacional e o comércio envolvendo os dois países vizinhos da América do Norte. O encontro - no âmbito do qual Trudeau também falará perante a Câmara dos Representantes - acontece numa altura em que a comunidade internacional receia que as exigências proteccionistas da nova administração possam pôr em risco as conversações para a revisão do tratado NAFTA.

Recorde-se que na semana passada os EUA agravaram as penalizações ao fabricante canadiano de aviões Bombardier por alegado "dumping" na venda de aeronaves a jacto no mercado norte-americano. O valor de venda dos C-Series quase quadruplicou em resultado desse agravamento.