Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Os mercados continuam focados na guerra comercial, numa semana quer deverá ser marcada por uma liquidez inferior ao normal, devido às comemorações da Páscoa, que retiram um dia de negociação às bolsas e levam a que muitos investidores estejam ausentes.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Sara Antunes 26 de março de 2018 às 07:30
Guerra comercial continua em destaque

Os mercados têm oscilado ao sabor do nível de tensão geopolítico. Nos últimos dias o que se tem destacado tem sido o aumento dos receios em torno de uma guerra comercial, depois de os EUA terem decretado a imposição de tarifas às importações chinesas. Ainda este domingo o secretário do Tesouro americano assegurou que o país não quer uma guerra, mas admitiu que não tem medo de tal cenário.

 

Os investidores estarão assim à espera de conhecer novos capítulos desta novela. Numa altura em que, no caso das tarifas sobre as importações de alumínio e aço, a União Europeia já recebeu uma suspensão das mesmas. Ainda que responsáveis europeus já tenham dito que o prazo estipulado para as negociações não será suficiente para se chegar a um acordo.

 

Vista Alegre Atlantis com mais capital em bolsa

A Visabeira, dona da Vista Alegre Atlantis, admite aumentar o capital disperso da empresa em bolsa. Actualmente há cerca de 2,5% do capital da empresa que está em bolsa, mas o objectivo é que este número cresça. Ainda não há calendário, mas poderá ocorrer ainda este ano, segundo as declarações do presidente da Visabeira, Nuno Miguel Marques, em entrevista ao Negócios e à Antena 1.

Aberta ficou também a possibilidade de estrear uma nova cotada em bolsa: a Constructel. Mas não será na bolsa de Lisboa. Esta empresa é a unidade que tem a operação europeia de redes de telecomunicações do grupo e a estrear-se será em França.


 

Jerónimo Martins e Nos voltam aos mínimos?

A semana passada foi de partilha de mínimos entre a Jerónimo Martins e a Nos. Desde terça-feira que as cotadas andaram a renovar mínimos. A retalhista, liderada por Pedro Soares dos Santos, tocou no valor mais baixo desde Setembro de 2016, negociando nos 14,415 euros. E com o fim da semana passada, a Jerónimo Martins acumula uma queda superior a 10%. Já a Nos está a perder pouco menos de 13% desde que o ano arrancou e, apesar de na sexta-feira ainda ter fechado a subir, chegou a negociar no valor mais baixo desde Novembro de 2014 (4,774 euros).


 

Responsáveis da Fed sob os holofotes

O presidente da Fed de Nova Iorque, William Dudley, e a líder da Fed de Cleveland, Loretta Mester, vão discursar esta segunda-feira. Depois de a Reserva Federal (Fed) ter decretado um aumento de juros de 25 pontos base, os investidores continuam à espera de sinais sobre o futuro. A perspectiva é de que os EUA subam os juros mais três vezes este ano. Mas esta é o cenário base. O que os investidores querem perceber é se esta perspectiva, partilhada pela maioria dos analistas, é a mesma que vinga no seio da Fed.


 

Indicadores económicos em semana curta

Os dados do produto interno bruto (PIB) de França e dos Países Baixos serão divulgados já na segunda-feira. Os economistas consultados pela Bloomberg estimam que a economia francesa tenha crescido 2,5%. Já a economia holandesa terá crescido 2,9%. Dois dias depois será a vez de os EUA revelarem a última leitura do PIB referente ao final do ano passado. O número que se espera é 2,7%.

 

Os investidores estarão assim atentos a estes números numa semana marcada por muitas ausências, devido à Páscoa. Sexta-feira, 30 de Março, os mercados estarão encerrados. E, na europa, só regressam à negociação na terça-feira seguinte.

 




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