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5 coisas que precisa de saber para começar o dia

A reacção aos resultados do BPI, a expectativa em torno dos números da Sonae Indústria e o "sell-off" são alguns dos temas dominantes desta quarta-feira.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 24 de Outubro de 2018 às 07:30
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Os melhores nove meses do BPI Portugal desde 2007

O BPI revelou que fechou os primeiros nove meses do ano com um lucro de 529,1 milhões de euros. E a actividade doméstica esteve em destaque, com os números a serem os melhores desde 2007. E isto, mesmo excluindo os itens extraordinários registados este ano. 324,4 milhões de euros foi o resultado líquido da actividade doméstica até Setembro. Sobre os mercados externos, o presidente do banco, Pablo Forero, não deu novidades sobre a venda do BFA e, numa altura em que os investidores estão receosos em relação a Itália, devido às suas contas, o responsável revelou que o BPI tem quase 700 milhões de euros de dívida italiana. Mas sem preocupações. "Não é preciso constituir imparidades", garantiu, uma vez que a dívida é avaliada diariamente ao preço do mercado. 


 

Sonae Indústria apresenta resultados

Depois de o BPI ter dado o tiro de partida da época de resultados em Portugal, esta quarta-feira, 23 de Outubro, será a vez da Sonae Indústria. Os números do primeiro semestre foram positivos, com a empresa liderada por Paulo Azevedo a reportar um aumento dos lucros de 34,6% para 18,9 milhões de euros. Na altura, os investidores reagiram elevando as acções em quase 20%.

Esta semana não deverão ser conhecidos mais números de cotadas portuguesas. A época de resultados deverá ser "retomada" pela Galp Energia, a 29 de Outubro.


 

Depois dos "estrondos" da Caterpillar e da McDonald's espera-se pela Microsoft e Boeing

A época de resultados prossegue nos EUA e com impacto. Esta terça-feira, empresas como a Caterpillar (-7%) e a McDonald's (+6%) registaram oscilações acentuadas em bolsa. E tudo por causa dos números do terceiro trimestre apresentados. Esta quarta-feira será a vez da Microsoft, da A&T e da Boeing revelarem os seus números. Isto num período rico em resultados de tecnológicas, com a Amazon, a Alphabet e a Intel a reportarem os seus números mais para o final da semana.


 

Petróleo abaixo dos 77 dólares

Num espaço de menos de um mês o petróleo foi dos máximos de 2014 (86,74 dólares por barril) para um valor abaixo dos 77 dólares, em Londres, o mercado de referência para Portugal. Só na última sessão a queda foi superior a 4%, e foi justificada pela Arábia Saudita. Desta vez porque o maior exportador de petróleo do mundo revelou que aumentou a produção de petróleo e que poderá fornecer mais matéria-prima se for necessário, compensando as quebras provocadas pelas sanções dos EUA ao Irão. Este anúncio fez afundar os preços do petróleo, que têm vindo a aumentar muito devido aos receios em torno de problemas de fornecimento relacionados com a questão do Irão.


 

"Sell-off" suspenso?

A sessão de terça-feira foi negra para as praças na Europa e na Ásia. A abertura de Wall Street apontava para que o desfecho do outro lado do Atlântico fosse semelhante. Mas houve uma travagem brusca no sentimento negativo. O índice tecnológico chegou mesmo a subir, apesar de o dia ter sido de quedas nas bolsas. Ainda assim, foram bastante menores do que o que se antecipava, com os investidores a acalmarem-se e travarem a sensação de pânico generalizado. As questões que têm pressionado as bolsas são várias: orçamento de Itália, Brexit, guerra comercial e a tensão entre a Arábia Saudita e o Ocidente devido à morte do jornalista saudita no consolado deste país. Mas há analistas que consideram que este contexto não explica tudo.

 

Bank of America emitiu uma nota de análise  onde acredita que, independentemente da conjuntura, os indicadores disponíveis apontam para que os próximos tempos sejam marcados por uma grande volatilidade nas praças americanas.

 

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