Bolsa Jerónimo Martins pressiona abertura da bolsa

Jerónimo Martins pressiona abertura da bolsa

A retalhista desvaloriza perto de 1% e pressiona a abertura do PSI-20 numa altura em que as praças europeias ainda procuram uma direção.
Jerónimo Martins pressiona abertura da bolsa
Reuters
Nuno Carregueiro 20 de setembro de 2019 às 08:34

A bolsa nacional abriu em queda ligeira, a corrigir dos ganhos da véspera, com as maiores cotadas nacionais a negociarem todas em terreno negativo.

 

O PSI-20 desce 0,23% para 5.028,35 pontos, com 12 cotadas em queda, três em alta e três em variação. Ontem subiu perto de 1%. Nas bolsas europeias a tendência é ainda indefinida, com o Stoxx600 a subir 0,1% para 392,19 pontos, mas a maioria dos índices nacionais em queda ligeira.

 

Nas praças asiáticas a tendência foi de alta, depois da China ter aplicado um corte ligeiro nas taxas de juro dos empréstimos e da Índia ter anunciado um pacote de corte de impostos de 20 mil milhões de dólares para impulsionar a economia.

 

Os sinais mistos dados por Jerome Powell na sua conferência após a reunião de dois dias da Reserva Federal dos EUA estão a ecoar nos mercados e a deixar os investidores de pé atrás. Apesar de ter anunciado um corte nas taxas de juro, a maioria dos decisores do banco central norte-americano diminuiu as esperanças de novos cortes num futuro próximo.

 

Por esta altura, o foco dos investidores vai-se virando para o encontro entre os EUA e a China, já no inicio de outubro, e que pode dar mais pistas sobre as negociações entre ambos. Recentemente o tom da guerra comercial parece ter acalmado, mas ainda assim o sentimento pode mudar repentinamente.

 

Em Lisboa é a Jerónimo Martins que mais penaliza o PSI-20, com a retalhista a ceder 0,82% para 15,705 euros. No início da semana a dona do Pingo Doce atingiu máximos de março de 2018 mas posteriormente a cotada foi alvo de uma nota de análise do banco de investimento Bernstein, onde lhe é conferido um potencial de queda superior a 20%.

 

Ainda a pressionar o índice português o BCP desce 0,05% para 0,2043 euros, a EDP Renováveis cede 0,2% para 9,84 euros e a Galp Energia desvaloriza 0,04% para 13,82 euros. CTT, Sonae e Navigator também negoceiam em terreno negativo.

 




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