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5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta quinta-feira os olhos estão voltados para a reunião da OPEP+ e para o regresso às discussões por parte do Eurogrupo. Já o BCP poderá estar a ver refletido nas suas cotações um relatório ontem divulgado pela S&P. Serão também anunciados os dados relativos aos novos pedidos de subsídio de desemprego que deram entrada na semana passada nos Estados Unidos, e espera-se de novo um forte aumento

Negócios jng@negocios.pt 09 de Abril de 2020 às 07:30
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Reunião da OPEP centra atenções

Esta quinta-feira as atenções do mercado estarão centradas na reunião virtual da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e seus aliados (o chamado grupo OPEP+). Ontem à noite o Koweit indicou que a OPEP+ está a tentar chegar a acordo para que o corte de produção fique compreendido entre 10 e 15 milhões de barris por dia.

 

São cada vez mais as vozes que dizem que será necessário que os EUA entrem no esforço de corte de produção, numa espécie de OPEP++, bem como outros países – Reino Unido, Canadá, México e Brasil estão entre os que foram convidados a aderir.

 

A reunião virtual desta quinta-feira está prevista para as 14:00 TMG (mais uma hora em Lisboa). No dia seguinte, Sexta-feira Santa, a Arábia Saudita realizará uma videoconferência (entre as 12:00 e as 14:00 TMG) com os ministros da Energia do G20 de modo a "assegurar a estabilidade do mercado energético", segundo um documento interno a que a Reuters teve acesso.

 

S&P espera que BCP continue com lucros apesar da covid-19

A pandemia da covid-19 vai ter um forte impacto nas duas principais economias onde o BCP está presente, o que vai provocar uma deterioração na qualidade dos ativos do banco, bem como na sua rentabilidade. O alerta foi da Standard & Poor’s, que devido a este efeito decidiu ontem cortar a perspetiva ("outlook") do banco, de positiva para estável. Quer isto dizer que o rating de 'BB' (segundo nível de lixo) já não deverá ser revisto em alta no curto prazo. Mas também não existe a ameaça de uma revisão em baixa, uma vez que o "outlook" não está negativo.

 

"A recessão económica vai limitar a limpeza do balanço do BCP e vai pesar nos resultados. Neste contexto, perspetivamos uma probabilidade limitada de elevarmos o rating de longo prazo do BCP ao longo dos próximos 12 meses", sublinhou a agência no relatório divulgado já depois do fecho da bolsa nacional. Ainda assim, a S&P considera que o BCP vai continuar a dar lucros e a defender a sua base de clientes, apesar de perspetivar uma deterioração da qualidade dos ativos, com o crédito malparado a reverter a tendência de descida nos últimos anos.

 

Eurogrupo retoma discussões

Paris e Berlim ensaiaram, pela enésima vez, na reunião do Eurogrupo de terça-feira (que se prolongou pela madrugada de quarta-feira), a aliança que tantas vezes serve de desbloqueador dos impasses europeus, mas o veto holandês à modalidade de acesso às linhas de crédito do fundo de resgate do euro impediu avanços. Já Itália insiste na partilha de riscos como resposta à crise.

 

Esta quinta-feira prossegue a discussão. Além do pacote de 540 mil milhões de euros para apoiar os Estados-membros e criar redes de proteção para empresas e trabalhadores, os ministros das Finanças da UE pretendiam também avançar no desenho de um plano de recuperação económica "amplo e coordenado", como adiantou Mário Centeno, líder do Eurogrupo, antes ainda da maratona negocial começar. Centeno prometeu mesmo o "pacote mais amplo e ambicioso" já aprovado pelo Eurogrupo.

 

Pedidos de subsídio de desemprego em foco nos EUA

As bolsas do outro lado do Atlântico ganharam terreno na sessão de ontem, sustentadas sobretudo pela desistência de Bernie Sanders à corrida presidencial, uma vez que o senador democrata pelo estado de Vermont era visto como um candidato "menos amigo dos mercados". Mas nesta quinta-feira será que a negociação se vai manter risonha? Nesta última sessão da semana em Wall Street (bem como na Europa), devido ao encerramento dos mercados na Sexta-feira Santa, sairão os dados dos novos pedidos de subsídio de desemprego que deram entrada na semana passada e as projeções dos economistas apontam para que tenham ascendido a 5 milhões – o que totalizará 15 milhões de pessoas em apenas três semanas.

Por cá, o destaque vai para a divulgação, por parte do INE, das estatísticas de comércio internacional relativas a fevereiro. Ainda na Europa, teremos os dados de fevereiro do PIB do Reino Unido.

 

Sonae e subsidiária do retalho alimentar refinanciam-se em 340 milhões

A Sonae SGPS informou ontem, já depois do fecho da praça lisboeta, que, conjuntamente com a sua subsidiária Sonae MC, concretizou um conjunto de operações de refinanciamento "que permitem diminuir as necessidades de financiamento futuras de ambas as empresas, melhorar substancialmente as suas posições de liquidez e manter o custo médio da dívida a níveis atrativos".

 

O valor total das várias operações (emissão de empréstimo obrigacionista e refinanciamento de médio e longo prazo) ascende a 340 milhões de euros e destina-se a melhorar a liquidez das duas empresas e manter o custo médio da dívida em níveis atrativos.

 

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