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Obrigações corporativas europeias continuam atractivas

Os títulos de dívida das empresas continuam atractivos, apesar do "rally" registado no mercado accionista nos últimos meses, defende James Stuttard, responsável pelo departamento europeu de obrigações da Schroders.

Susana Domingos sdomingos@negocios.pt 24 de Setembro de 2009 às 19:54
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Os títulos de dívida das empresas continuam atractivos, apesar do "rally" registado no mercado accionista nos últimos meses, defende James Stuttard, responsável pelo departamento europeu de obrigações da Schroders.

Ainda que se tenha registado uma maior normalização dos “spreads” do crédito, em termos históricos estão ainda muito elevados, assemelhando-se a escalada observada na actual crise à registada na Grande Depressão dos Anos 30.

Num encontro com a imprensa portuguesa, James Stuttard, explicou que “ainda estamos a meio do caminho, no que diz respeito ao estreitamento dos ‘spreads’”. E estas são boas notícias para quem ainda pretende apostar em dívida corporativa.

Mas a análise não é válida para todos os blocos económicos, nem para todas as empresas. “As obrigações corporativas europeias permanecem interessantes, mas é preciso ter alguma cautela com as do Reino Unido e dos Estados Unidos, ques estão mais instáveis e são mais arriscadas”, afirmou.

E embora o especialista acredite que permanecem interessantes, reconhece que já não estamos num momento em que se possa aproveitar “o retorno total das obrigações”, mas antes num período em que os título de dívida corporativa apresentam “retornos relativos” interessantes.

Ou seja, as atenções passam a estar centradas mais na capacidade de crescimento da própria empresa. Isto significa que uma empresa como a Microsoft, exemplifica Stuttard, que já é muito madura e tem uma margem de progressão mais reduzida, não é tão interessante nesta fase do ciclo económico.

Na sua opinião, a dívida de empresas de sectores como as telecomunicações, de empresas do segmento industrial que demonstrem que estão com margem para expandir a actividade e até de algumas empresas do sector financeiro, escolhidas a dedo (e dá o caso da JP Morgan), são interessantes nesta fase.

A natureza dos riscos que as obrigações corporativas enfrentam agora também diferem da que enfrentavam há uns meses. “Há uns meses temia-se a falência das empresas, agora teme-se a subida das taxas de juro”. Ainda assim, explica que, a rendibilidade (yield) de uma obrigação tem duas componentes: o “spread” do crédito e a “yield” dos títulos de dívida pública. “Geralmente, o ‘spread’ do crédito pesa um quinto no total da yield de uma obrigação. Agora pesa metade”, afirma.

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