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A semana em oito gráficos: China, Itália e May animaram mercados. Desaceleração mundial complicou

As bolsas registaram uma tendência mista no acumulado da semana, com a expectativa de um acordo comercial entre Washington e Pequim a ajudar ao optimismo dos investidores mas os novos dados económicos fracos na Europa e China a intensificarem os receios quanto aos efeitos da desaceleração mundial.

Semana volátil nas bolsas

Semana volátil nas bolsas
As bolsas do Velho Continente tiveram um saldo semanal misto, mas tanto as subidas como as descidas foram pouco acentuadas, não excedendo os 0,81%. Os mercados accionistas europeus, asiáticos e norte-americanos evoluíram ao sabor dos desenvolvimentos na frente comercial, do Brexit e dos dados económicos mundiais, que continuam a apontar para uma desaceleração.

PSI-20 cai 0,69% entre segunda e sexta-feira

PSI-20 cai 0,69% entre segunda e sexta-feira
O índice de referência nacional perdeu 0,69% no cômputo da semana, aumentando para 10,85% a sua perda no acumulado do ano. O PSI-20 foi um dos índices da Europa Ocidental com pior performance na semana.

Altri lidera quedas na praça lisboeta

Altri lidera quedas na praça lisboeta
A empresa de pasta e papel foi a cotada do PSI-20 que mais recuou esta semana, com uma descida acumulada de 5,40%. O mau desempenho das papeleiras tem sido uma constante nas últimas duas semanas. Do outro lado da tendência, o título que mais subiu entre segunda e sexta-feira foi a Sonae Capital, a ganhar 5,66%.

Ambu com o melhor desempenho do Stoxx600

Ambu com o melhor desempenho do Stoxx600
A dinamarquesa Ambu, que desenvolve, produz e comercializa equipamentos e soluções de diagnóstico e suporte à vida para hospitais e serviços de resgate, foi a cotada do índice de referência europeu Stoxx600 que mais subiu no agregado da semana, ao valorizar 17,80%, num bom momento para o sector na Europa.

Under Armour pressiona S&P 500

Under Armour pressiona S&P 500
A norte-americana Under Armour, fabricante de equipamento e vestuário desportivo, perdeu 18,62% esta semana, tendo sido o título do Standard & Poor’s 500 que mais terreno cedeu, contribuindo para a desvalorização agregada de 0,42% do índice esta semana. A penalizar a cotada esteve o anúncio de que irá transferir parte da sua produção da China para outros países devido à guerra comercial entre Washington e Pequim.

Euro aproxima-se do pior registo de 2018

Euro aproxima-se do pior registo de 2018
A moeda única europeia registou quedas semanais face ao dólar e libra, e na sexta-feira chegou a recuar para 1,1270 dólares na sequência de uma desvalorização de 0,80%. O valor mais baixo do ano para o euro, contra o dólar, foram os 1,1216 atingidos no passado dia 12 de Novembro. A divisa norte-americana está a beneficiar do estatuto de activo refúgio numa altura de reduzido apetite para o risco, dados os fracos indicadores económicos.

Brent recua 2,32% na semana

Brent recua 2,32% na semana
Depois do fôlego recuperado na semana passada, à conta do corte de produção acordado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, esta semana as cotações do crude regressaram às quedas. O Brent do Mar do Norte, crude de referência para a Europa negociado em Londres, perdeu mais de 2% no cômputo semanal, devido aos receios de menor procura na sequência da desaceleração económica mundial e também devido à perspectiva de crescimento da produção petrolífera norte-americana a partir de xisto betuminoso – o que ameaça a eficácia da medida decidida pelo cartel petrolífero.

Juros de Portugal renovam mínimos de Maio

Juros de Portugal renovam mínimos de Maio
Os juros das dívidas públicas dos países da Zona Euro negociaram em queda no acumulado da semana, com excepção das obrigações alemãs. A taxa de juro associada às obrigações soberanas de Portugal com maturidade a 10 anos aliviou nas cinco sessões da semana, o que ajudou a que renovasse mínimos de Maio deste ano. Também a "yield" correspondente aos títulos da dívida italiana a 10 anos desceu, com a cedência do governo italiano às exigências de Bruxelas sobre a proposta orçamental transalpina a animar os investidores.
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A grande generalidade das principais praças europeias fechou a semana com um saldo positivo, mas houve recuos, como foi o caso do PSI-20 – o mesmo acontecendo do outro lado do Atlântico.

 

A sustentar a tendência das bolsas estiveram as cedências de Pequim na redução de direitos aduaneiros sobre a importação de automóveis norte-americanos, bem como a "sobrevivência" de Theresa May à moção de censura promovida pelos deputados do seu próprio partido que a queriam derrubar da liderança dos "tories".

 

Também a cedência do governo italiano às exigências de Bruxelas sobre a proposta orçamental transalpina esteve a animar os investidores, já que agora é menor a perspectiva de uma eventual aplicação de sanções contra Itália.

 

Do lado negativo estiveram os dados económicos, que confirmaram um abrandamento desde a Europa à China e que intensificaram os receios de um impacto ainda mais vasto se não houver acordo comercial entre Washington e Pequim.

 

Na quinta-feira, os peritos do Banco Central Europeu reviram em ligeira baixa as projecções de crescimento para a Zona Euro e na sexta-feira os dados das vendas no retalho e da produção industrial da China em Novembro ficaram bastante aquém das estimativas.

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