Mercados AB InBev põe prazo no IPO: quer 5 mil milhões até ao fim do mês

AB InBev põe prazo no IPO: quer 5 mil milhões até ao fim do mês

Aquele que pode ser o segundo maior IPO do ano tinha sido cancelado há dois meses, mas volta agora a estar em cima da mesa.
AB InBev põe prazo no IPO: quer 5 mil milhões até ao fim do mês
Jock Fistick/Bloomberg
Negócios com Bloomberg 12 de setembro de 2019 às 11:21

A maior produtora mundial de cervejas, a belga Anheuser-Busch InBev, quer angariar cerca de 5 mil milhões de dólares com a entrada na bolsa de Hong Kong da sua unidade da Ásia-Pacífico, a Budweiser Brewing Company APAC. Esta operação deverá ocorrer até ao final de setembro, de acordo com pessoas próximas da decisão, consultadas pela Bloomberg.

A empresa estará para já a medir o pulso ao interesse dos investidores mas deverá avançar com os detalhes já na próxima semana. As mesmas fontes indicam que, entre os ativos que deverão ser cotados estará a participação na Budweiser Brewing Company APAC, fora as operações na Austrália, que foram vendidas por 11,3 mil milhões  de dólares ao concorrente japonês Asahi, pouco tempo antes de ter sido anunciado o suposto fim do IPO, no passado mês de julho.

A decisão de proceder à venda das ações está dependente de "um número de fatores e das condições do mercado", disse a AB InBev. A acontecer, esta operação será a segunda maior do ano de 2019 de acordo com os dados da Bloomberg, atrás dos 8,1 mil milhões de dólares angariados pela Uber em maio.

Na altura em que a operação caiu, a Reuters avançou que a unidade asiática da Anheuser-Busch InBev estava a vender 1,6 mil milhões de ações entre 40 e 47 dólares de Hong Kong (5,13 e 6,02 dólares norte-americanos). Segundo a CNBC, alguns grandes investidores americanos de longo prazo, que geralmente são priorizados num IPO, fizeram ofertas abaixo do nível de 40 dólares de Hong Kong por ação, acabando por condenar a operação.

Nos primórdios dos planos do IPO, o valor avançado chegou a ser de 9,8 mil milhões de dólares, mas a iniciativa não reuniu apoio junto dos investidores. As ambições da empresa em termos da quantia angariada está relacionada com a necessidade de abater a dívida de 100 mil milhões de dólares, que foi contraída após a aquisição da gigante SABMiller, em 2016.




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