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Abertura de mercados: Bolsas fazem pausa nos ganhos à espera de Yellen. Euro e petróleo sobem  

As bolsas europeias estão a seguir a correcção registada ontem em Wall Street, com os investidores à espera de mais pistas sobre a evolução dos juros nos EUA. O euro e o petróleo recuperam.  

14º Janet Yellen, 345 notícias - A presidente da Fed foi uma das protagonistas do ano nos mercados, devido à expectativa de subida de juros que só acabou por concretizar em Dezembro.
Reuters
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 03 de Março de 2017 às 09:32
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Os mercados em números

PSI-20 desce 0,37% para 4.691,13 pontos

Stoxx 600 recua 0,38% para 374,17 pontos

Nikkei desvalorizou 0,49% para 19.496,17 pontos

"Yield 10" anos de Portugal desce 0,5 pontos base para 3,945%

Euro sobe 0,08% para 1,0515 dólares

Petróleo avança 0,56% para 56,39 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias corrigem de máximos

As bolsas europeias negoceiam em terreno negativo na última sessão da semana, seguindo o desempenho das praças asiáticas e norte-americanas. Depois de várias sessões a marcar recordes, Wall Street fez ontem uma pausa nos ganhos, o que está a condicionar os principais mercados accionistas, já que as acções norte-americanas têm sido o principal farol dos investidores nos últimos meses.

 

Depois de ontem ter tocado em máximos anuais, o Stoxx 600 cede 0,38%, numa sessão em que os investidores aguardam com expectativa o discurso de Janet Yellen, já que os investidores aguardam que a presidente da Fed confirme os últimos sinais que os juros vão mesmo voltar a subir já na reunião que terá lugar este mês.

 

Em Lisboa a tendência também é de queda, com o PSI-20 a descer 0,37%, estando a ser pressionado sobretudo pela EDP. A eléctrica cede 0,99% para 2,889 euros depois de ter anunciado que os lucros de 2016 aumentaram 5% para 961 milhões de euros, um valor que ficou acima do esperado pelos analistas.

 

Euro recupera 

Depois de três sessões a perder terreno face ao dólar, a moeda europeia está hoje a recuperar, com um avanço de 0,08% para 1,0515 dólares. A divisa norte-americana tem beneficiado com a expectativa crescente de subida da taxa de juro de referência já este mês nos Estados Unidos, uma expectativa que Janet Yellen deverá confirmar no discurso que fará às 18h00 (hora de Lisboa) em Chicago.

 

Ainda no mercado cambial, também o iene está a recuperar de quatro sessões em queda, no dia em que o Japão anunciou que o índice de preços no consumidor subiu pela primeira vez desde Dezembro de 2015.

 

Juros estabilizam abaixo dos 4%

Os juros das obrigações soberanas portuguesas estão em queda ligeira, estabilizando pelo oitavo dia consecutivo abaixo dos 4%. A dívida pública portuguesa está a negociar em linha com as obrigações europeias, num dia em que, de acordo como Commerzbank, o IGCP deverá anunciar a emissão de novos títulos com maturidade em 2027 e 2030, para angariar entre mil e 1,25 mil milhões de euros.  

 

A yield das obrigações do Tesouro descem 0,5 pontos base para 3,945%, sendo que o spread face às bunds aumenta para 363 pontos base.      

 

Petróleo recupera

Também no mercado das matérias-primas a tendência nesta sexta-feira é a contrária à registada nas últimas sessões. O crude em Nova Iorque sobe pela primeira vez em quatro sessões, depois da matéria-prima ter sido penalizada pela forte subida dos stocks de petróleo nos Estados Unidos, que estão em recorde e anulam os cortes de produção dos países da OPEP. O WTI soma 0,46% para 52,85 dólares e o Brent em Londres avança 0,56% para 55,39 dólares.

 

Fed penaliza ouro 

O ouro caminha para a queda semanal mais forte deste ano, devido sobretudo à expectativa de subida de juros por parte da reserva Federal. Esta sexta-feira recua pela quarta sessão em cinco, com a onça de ouro a recuar 0,46% para 1.228,63 dólares. Os investidores justificam este comportamento com a aposta no dólar, que em compensação resultou numa redução do fluxo de investimento no metal precioso. 

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