Mercados num minuto Abertura de mercados: Incerteza política na Alemanha derruba bolsas. Trump penaliza petróleo

Abertura de mercados: Incerteza política na Alemanha derruba bolsas. Trump penaliza petróleo

  O cenário de crise política na Alemanha está a penalizar as bolsas europeias e a cotação do euro.  O petróleo está corrigir de máximos devido às declarações de Trump.
Abertura de mercados: Incerteza política na Alemanha derruba bolsas. Trump penaliza petróleo
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 recua 1,13% para 5.466,25 pontos

Stoxx600 desce 1,09% para 375,80 pontos

Nikkei desvalorizou 2,21% para 21.811,93 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 2,2 pontos base para 1,809%

Euro desce 0,41% para 1,1636 dólares

Petróleo em Londres cai 1,1% para 78,36 dólares em Londres

 

Incerteza política na Alemanha pinta Europa de vermelho

As principais bolsas europeias acordaram sobressaltadas para a primeira sessão bolsista desta semana devido ao reacender de divergências no seio do governo alemão liderado por Angela Merkel. O índice de referência europeu Stoxx 600 cai 1,09% para 375,80 pontos, com os sectores europeus das matérias-primas e da banca a penalizarem com maior intensidade, numa altura em que a guerra comercial continua a deixar os investidores cautelosos.

 

O luso PSI-20 acompanha a tendência ao recuar 1,13% para 5.466,25 pontos, no terceiro dia de quedas que atirou a bolsa lisboeta para mínimos de 31 de Maio. Já o alemão DAX recua 1,09% para 12.171,67 pontos, o que significa que o principal índice bolsista germânico transacciona muito próximo do valor mais baixo desde 4 de Abril.

 

Este domingo o ministro alemão do Interior, Horst Seehofer, ameaçou demitir-se do governo alemão devido às divergências face a Merkel no que concerne à política alemã em matéria de imigração e regras de asilo.

 

Se Seehofer se demitir fica em aberto a possibilidade de a CSU deixar de apoiar o executivo de Merkel, o que a acontecer deixaria a coligação CDU-SPD sem maioria absoluta no Bundestag (câmara baixa do parlamento alemão). Nesse caso, Merkel ver-se-ia obrigada a negociar uma nova coligação ou o presidente alemão poderia ter de agendar novas eleições.

 

Crise na Alemanha também penaliza euro

A moeda europeia também está a ser penalizada pelo receio de desintegração da coligação de Angela Merkel na Alemanha, com o euro a arranca a semana a recuar 0,41% para 1,1636 dólares. O dólar está a ganhar terreno contra as principais divisas, com o índice da moeda norte-americana a valorizar 0,3%, numa sessão em que a libra está também em queda (-0,3% para 1,3172 dólares).


No mercado cambial destaque ainda para a evolução do peso mexicano, que reagiu em alta à esperada vitória do candidato de esquerda Andres Manuel Lopez Obrador. A moeda chegou a subir mais de 1%, mas depois inverteu para terreno negativo, descendo 0,8% para negociar abaixo de 20 pesos por dólar.

 

Juros de Portugal em alta ligeira

No mercado da dívida soberana europeia o espectro de uma crise na Alemanha está para já a ter um impacto reduzido. A "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos avança 2,2 pontos base para 1,809%, enquanto nos títulos alemães os juros atingiram um mínimo de cinco semanas nos 0,295%. Apesar da crise ser na Alemanha, os investidores procuram os títulos de dívida pública do país para refugio em alturas de turbulência, daí que o prémio de risco da dívida portuguesa esteja a agravar-se para 151 pontos base.

 

Pressão de Trump penaliza petróleo

O petróleo arrancou a semana a corrigir de máximos de três anos, reagindo a novas pressões do presidente dos Estados Unidos para que sejam tomadas medidas para baixar o preço dos combustíveis. O WTI em Londres desce 0,69% para 73,64 dólares e na bolsa de Londres o Brent cai 1,1% para 78,36 dólares.

 

De novo através do Twitter, Donald Trump aumentou a pressão sobre a Arábia Saudita para que aumente a produção de petróleo, de modo a compensar a escassez da oferta do Irão e Venezuela. Numa entrevista citada pela Bloomberg, o presidente dos EUA foi mais agressivo e apelou à OPEP para deixar de manipular o mercado petrolífero e aumente efectivamente a oferta. Na semana passada os preços da matéria-prima subiram mais de 8% devido à pressão dois EUA sobre os seus aliados para deixarem de comprar petróleo ao Irão.

Ouro estável após pior mês desde Novembro de 2016

O metal precioso perdeu recentemente o estatuto de activo de refúgio, tendo durante Junho registado o pior desempenho mensal desde Novembro de 2016 (-3,5%). Esta segunda-feira o ouro está a recuar 0,1% para 1.251,59 dólares a onça, acima do mínimo de Dezembro fixado na quinta-feira nos 1.246,02 dólares a onça.




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