Mercados num minuto Abertura dos mercados: Acordo EUA/China eleva bolsas para máximos. Petróleo dispara mais de 2% à espera da OPEP

Abertura dos mercados: Acordo EUA/China eleva bolsas para máximos. Petróleo dispara mais de 2% à espera da OPEP

As bolsas europeias estão a subir, com alguns índices a negociar em máximos de mais de um ano. Os investidores estão a refletir nos índices o acordo de tréguas comerciais anunciado pelos EUA e China. A expectativa de prolongamento dos cortes de produção por parte da OPEP está a elevar os preços do petróleo.
Abertura dos mercados: Acordo EUA/China eleva bolsas para máximos. Petróleo dispara mais de 2% à espera da OPEP
Reuters
Sara Antunes 01 de julho de 2019 às 09:02

Os mercados em números

PSI-20 soma 0,65% para 5.171,11 pontos

Stoxx 600 sobe 1,18% para 389,40 pontos

Nikkei valorizou 2,13% para 21.729,97 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos avança 0,1 ponto base para 0,47%

Euro recua 0,47% para 1,1319 dólares

Petróleo em Londres aprecia 2,81% para 66,56 dólares

 

Bolsas alemã e francesa sobem para máximos de mais de um ano

O entusiasmo gerado pelas tréguas comerciais decretadas entre os EUA e a China está a refletir-se na negociação bolsista, com as bolsas europeias a subirem mais de 1% em muitos casos. As bolsas da Alemanha e da França estão mesmo a negociar em máximos de mais de um ano, enquanto os índices de Londres e Amesterdão estão a transacionar em níveis de abril.

 

Donald Trump e Xi Jinping estiveram reunidos no sábado, à margem do G20, e anunciaram a suspensão da introdução de novas tarifas sobre 300 mil milhões de dólares de importações chinesas. Além disso, China e EUA vão voltar à mesa das negociações para tentarem chegar a um acordo comercial. 

 

Donald Trump anunciou ainda que as empresas norte-americanas vão poder fazer alguns negócios com a chinesa Huawei, o que também está a ser positivo, especialmente para o setor tecnológico. 

 

É neste ambiente que o Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, está a subir 1,18% para 389,40 pontos.

 

O português PSI-20 também acompanha o otimismo, ainda que de forma mais moderada. O índice está a somar 0,65% para 5.171,11 pontos, numa altura em que o BCP está a subir 0,63% para 0,2736 euros, tendo já tocado em máximos de junho. Em alta está também a Galp Energia, ao ganhar mais de 1% para 13,695 euros, a beneficiar da subida dos preços do petróleo.

 

Dívida deixa de brilhar

As taxas de juro associadas à dívida soberana na Europa estão a registar subidas ligeiras, numa altura em que os investidores estão dispostos a apostar em ativos considerados mais arriscados, o que os faz sair das obrigações. Depois de atingirem mínimos históricos, com os investidores à procura de ativos considerados seguros, voltam hoje a registar subidas ligeiras, até porque a perspetiva de descida de juros não se afastou.

 

Assim, a taxa de juro associada à dívida portuguesa a 10 anos está a subir 0,1 ponto base para 0,47%, enquanto a "yield" alemã avança 1 ponto para -0,32%.


Euro desce 
A moeda única europeia está a registar uma queda pronunciada, numa altura em que os investidores estão a apostar no dólar. Ainda assim a expectativa de que a Reserva Federal (Fed) dos EUA vai avançar com cortes de juros no país não deverá deixar o dólar ganhar fôlego. O euro está a perder 0,47% para 1,1319 dólares.

 

Petróleo sobe mais de 2% com perspetiva de acordo na OPEP

Os preços do petróleo estão a subir mais de 2%, numa altura em que está a ser dado como certo um acordo de prolongamento dos cortes de produção entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e os seus aliados.

 

A OPEP vai estar reunida esta segunda e terça-feira e a expectativa de que o acordo será fechado aumentou depois de ter sido revelado que o presidente russo, Vladimir Putin, e o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, garantiram o acordo à margem do G20.

 

O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, está a ganhar 2,81% para 66,56 dólares.


Ouro afunda

O ouro está a registar uma queda de quase 2%, a refletir a crença dos investidores de que não precisam agora de procurar ativos de refúgio. O metal precioso beneficiou nos últimos tempos da incerteza e de perspetiva de juros mais baixos e as tréguas comerciais decretadas entre Trump e Xi aliviaram essa tensão, o que está a impulsionar as bolsas mundiais e a levar a que os investidores "saiam" dos ativos considerados seguros, como é o caso do ouro. Depois de ter superado os 1.400 dólares por onça e de ter tocado em máximos de seis anos, o metal amarelo está a afundar mais de 1,5%, o que corresponde à quebra mais pronunciada num ano.




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