Mercados num minuto Abertura dos mercados: BCE e guerra comercial animam bolsas. Petróleo desliza

Abertura dos mercados: BCE e guerra comercial animam bolsas. Petróleo desliza

A Europa segue com ânimo depois de o BCE ter lançado novas medidas acomodatícias, num esforço de contrariar os sinais de uma recessão iminente. O petróleo vive maus dias: esta foi a semana com a maior quebra acumulada em quase dois meses.
Abertura dos mercados: BCE e guerra comercial animam bolsas. Petróleo desliza
Bloomberg
Ana Batalha Oliveira 13 de setembro de 2019 às 09:33

Os mercados em números

PSI-20 soma 0,53% para os 5.043,51 pontos
Stoxx 600 avança 0,02% para os 390,55 pontos

Nikkei valorizou 1,05% para 21.988,29 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 3,5 pontos base para 0,265%

Euro valoriza 0,29% para os 1,107 dólares

Petróleo em Londres cai 0,02% para os 60,37 dólares o barril

 

Europa conta quarta semana no verde

As principais bolsas europeias posicionam-se em terreno positivo, embora com ganhos modestos. O agregador das 600 maiores cotadas, o Stoxx600, avança 0,02% para os 390,55 pontos, com a banca a destacar-se com um salto de quase 1%.

Vive-se este otimismo "controlado" na Europa no rescaldo das decisões do Banco Central Europeu, anunciadas esta quinta-feira, 12 de setembro. O presidente do BCE, Mario Draghi, avançou novas políticas de estímulos à economia, mas algumas ficaram aquém daquilo que era previsto pelos analistas. O ónus para travar a recessão está agora nos Governos e nas respetivas políticas orçamentais.

Fora do Velho Continente, Donald Trump vem lançar uma nova esperança sobre as negociações comerciais com a China. O presidente norte-americano admite fechar um acordo comercial por fases, enquanto as duas partes não chegam um entendimento sobre as grandes divergências. Isto, na mesma semana em que Trump decidiu adiar o reforço das tarifas sobre 250 mil milhões de dólares de importações chinesas de 1 para 15 de outubro. A China respondeu com a ordem para as que as empresas chinesas voltem a comprar soja e carne de porco aos Estados Unidos, depois de, na véspera, já ter avançado uma lista de produtos norte-americanos que ficaram isentos de tarifas.

Em Lisboa, o PSI-20 soma 0,53% para os 5.043,51 pontos, contando a quarta sessão no verde e atingindo máximos de final de julho.  A impulsionar está sobretudo o peso pesado BCP.


Juros agravam-se em dia de S&P

Os juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 3,5 pontos base para os 0,265%, depois de duas sessões de recuos. O agravamento acontece no dia em que a agência de notação financeira S&P poderá pronunciar-se sobre o risco do país, estando tudo em aberto, mas havendo ainda a expectativa de que melhore o "outlook" (perspetiva) de ‘estável’ para ‘positivo’. 

Em março passado, a S&P elevou o "rating" de Portugal em um nível, para o penúltimo grau da categoria de investimento de qualidade. Ao mesmo tempo, cortou a perspetiva de ‘positiva’ para ‘estável’.

Na Alemanha , a tendência é semelhante, com os juros das obrigações para a mesma maturidade a avançarem 1,9 pontos base para -0,499%. O prémio da divida portuguesa face à alemã coloca-se assim nos 76,4 pontos base.


Euro ganha com efeitos secundários da "febre Draghi"

A moeda única europeia valoriza 0,29% para os 1,107 dólares. Apesar de o Banco Central Europeu ter anunciado medidas de estímulo, entre as quais o corte da taxa de juro de depósitos e o lançamento de um novo programa de compra de ativos.

Contudo, "o euro está a subir devido a efeitos secundários", tendo em conta o aumento das cotações no setor bancário e no geral das ações da zona-euro, afirma um analista da Morgan Stanley, citado pela Bloomberg.

Petróleo com maior quebra semanal em quase dois meses
O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, segue com uma quebra de 0,02% para os 60,37 dólares. Esta é a quarta sessão no vermelho, pelo que o conjunto da semana dá conta de um saldo negativo de quase 2% - a maior queda em quase dois meses, e a qual marca o fim de um ciclo de quatro semanas no terreno positivo.

Os investidores retraem-se depois de o cartel dos principais exportadores, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, ter decidido na reunião desta quinta-feira que os cortes na produção são para manter, mas não para alargar. Isto,na mesma altura em que a Agência Internacional de Energia avançou que espera um excedente de oferta em 2020, tendo em conta o aumento das reservas de produtores concorrentes, como Estados Unidos, Brasil e Noruega.

Minério de ferro sobe na montanha russa

O minério de ferro tem tido um trajeto de altos e baixos, mas agora o momento é, de novo, de ascensão. As expectativas de que a procura na China se irá manter e que a construção e obras públicas seja estimulada estão a justificar o otimismo. O minério sobe pela terceira sessão consecutiva e aproxima-se dos 100 dólares por tonelada, acumulando ganhos de 11% na semana, os maiores desde fevereiro.




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