Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo e queda. Investidores esperam pelo BCE

Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo e queda. Investidores esperam pelo BCE

As bolsas europeias arrancaram em queda, num dia em que os investidores estão de olhos nas actas da última reunião do BCE. O petróleo continua em queda e os juros estão sem rumo definido.
Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo e queda. Investidores esperam pelo BCE
EPA

Os mercados em números

PSI-20 recua 0,85% para 5.421,65 pontos

Stoxx 600 desce 0,92% para 377,61 pontos

Nikkei desvalorizou 1,07% para 21.736,44 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal cresce 0,3 pontos base para 1,998%

Euro segue estável nos 1,2283 dólares

Petróleo recua 0,81% para 64,89 dólares por barril em Londres 

 

Bolsas europeias em queda

As bolsas europeias estão a recuar, a acompanhar a evolução das bolsas americanas, que ontem também fecharam em queda.

 

Os investidores ficaram divididos em relação à interpretação das minutas da última reunião da Reserva Federal (Fed) dos EUA. Se por um lado foi expressada alguma preocupação sobre o facto de a inflação poder desapontar, por outro as perspectivas para o crescimento económico aumentaram. "A maioria dos participantes notou que um outlook mais forte para o crescimento económico aumentou a probabilidade de um reforço gradual do endurecimento da política monetária", revela o resumo da reunião de Janeiro, a última presidida por Janet Yellen.

 

Esta quinta-feira serão também divulgadas as actas da última reunião do Banco Central Europeu (BCE), com os investidores a tentarem captar sinais sobre o futuro da política monetária na Zona Euro. 

 

O dia arrancou ainda com a apresentação de resultados de cotadas como a Telefónica, cujas acções estão a subir quase 2% para 7,79 euros, depois de revelar um aumento dos lucros superior a 30% para mais de três mil milhões de euros.

 

Juros à espera das actas do BCE

As taxas de juro associadas à dívida nacional estão a registar ganhos muito ligeiros, enquanto as bunds alemãs estão a ceder. A taxa de juro implícita nas obrigações a 10 anos de Portugal sobe 0,2 pontos base para 1,998%. Já a "yield" associada à dívida alemã está a recuar 0,8 pontos base para 0,714%, o que coloca o prémio de risco da dívida portuguesa nos 128,4 pontos base.

 

Os investidores estão a aguardar pela divulgação das actas da última reunião do BCE, para tentarem assim captar sinais sobre o que vai fazer a autoridade monetária no âmbito da política monetária. Nos últimos dias aumentou a especulação em torno de uma mudança na política do BCE devido à nomeação de Luís de Guindos para vice-presidente do banco central, algo que tem feito crescer a especulação de que o cargo de presidente do BCE, cujo mandato termina em 2019, será ocupado por alguém de um dos grandes países. O que tem elevado a especulação em torno de uma mudança para uma política monetária menos expansiva, ou seja, com juros mais altos.

 

Fed e BCE condicionam mercado cambial

As minutas da Fed e a expectativa em torno do BCE estão a condicionar a negociação cambial. O euro segue estável nos 1,2283 dólares, depois de nos últimos dias a moeda americana ter-se fortalecido contra as principais rivais.

Brent abaixo dos 65 dólares

Os preços do petróleo estão em queda nos mercados internacionais, numa altura em que a moeda norte-americana ganha terreno face a várias congéneres o que diminui o apetite dos investidores por matérias-primas denominadas nesta divisa.

Além disso, o ouro negro tem sido pressionado pelos receios dos investidores em torno das reservas norte-americanas de crude. O mercado teme que a subida da produção de petróleo de xisto nos EUA deite por água abaixo os esforços dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo – que limitaram a sua produção para combater o excedente e tentar elevar os preços.

O West Texas Intermediate desce 0,92% para 61,11 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, recua 0,81% para 64,89 dólares por barril.

Ouro perde brilho

O metal amarelo, para entrega imediata desce 0,17% para 1.322,35 dólares por onça. Esta é a quinta sessão de perdas para o ouro numa altura em que os investidores digerem as actas da Reserva Federal dos EUA, que indicam que os membros da autoridade monetária estão cada vez mais confiantes em torno do crescimento económico, apesar dos receios em torno da inflação nos Estados Unidos.




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