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Abertura dos mercados: Bolsas aguardam Draghi. Juros italianos tocam mínimos desde novo Governo

As bolsas europeias seguem em baixa enquanto aguardam as palavras de Mario Draghi, após a reunião do Banco Central Europeu. Já os juros italianos tocaram em mínimos de final de maio, altura em que o novo Governo tomou posse.

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Bloomberg
Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 07 de Março de 2019 às 09:34
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Mercados em números
PSI-20 cede 0,18% para os 5.288,17 pontos
Stoxx600 desvaloriza 0,31% para os 374,32 pontos
Nikkei desceu 0,65% para 21.456,01 pontos
"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 0,6 pontos base para os 1,428%
Euro valoriza 0,06% para os 1,1313 dólares
Petróleo avança 0,56% para 66,37 dólares por barril em Londres

Europa aguarda palavras de Draghi

As bolsas europeias estão a negociar em ligeira baixa esta quinta-feira, 7 de março, aguardando pelas palavras de Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE), sobre o andamento da economia e o rumo da política monetária.

A expectativa que existe nos mercados atualmente é que a taxa de juro vai ficar inalterada, mas a revisão em baixa das previsões para o crescimento económico poderão dar espaço para o BCE lançar um novo programa de liquidez para os bancos europeus. Esse passo daria uma indicação de uma posição mais acomodatícia.

O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, segue a desvalorizar 0,31% para os 374,32 pontos, prosseguindo a queda registada em Wall Street e depois nas bolsas asiáticas. O setor automóvel e das matérias-primas são os que mais pesam neste momento.

O PSI-20 abriu em ligeira alta, mas neste momento já acompanha a tendência europeia. A bolsa nacional perde 0,18% para os 5.288,17 pontos. 

Juros italianos de curto prazo tocaram no valor mais baixo desde a entrada do Governo

Os juros italianos a dois anos atingiram o nível mais baixo dos últimos sete meses num momento em que se aguarda o resultado da reunião do BCE. Caso se concretize o novo programa de liquidez para os bancos europeus, a banca italiana - que tem estado sob pressão - será uma das beneficiadas.

Além disso, a influenciar a negociação no mercado secundário estão os dados divulgados esta semana de que a economia italiana pode estar a recuperar melhor do que o esperado, após ter entrado em recessão técnica no final do ano passado.

Apesar de terem atingido esse mínimo no início desta sessão, os juros a dois anos estão agora a subir 3,2 pontos base para os 0,243%. Os juros a dez agravam-se 2,7 pontos base para os 2,618%. 

Já os juros portugueses a dez anos estão a subir de forma mais ligeira: somam 0,6 pontos base para os 1,428%.

Euro sobe antes do BCE

Se o BCE der um sinal de que vai introduzir mais estímulos na economia, o euro pode ser um dos beneficiados nos mercados. Para já, a divisa europeia está a ganhar fôlego, mas o analista do Commerzbank, Thu Lan Nguyen, antecipa à Reuters que o euro pode ceder uma vez que os mercados já incorporaram a possibilidade do BCE ter um discurso mais acomodatício. 

O euro segue a valorizar 0,06% para os 1,1313 dólares. 


Queda das reservas de produtos refinados sustenta petróleo
Segundo o American Petroleum Institute, os inventários norte-americanos aumentaram em 7,29 milhões de barris na semana passada. Esta é a maior subida em seis semanas. Contudo, houve uma queda das reservas de produtos refinados (gasóleo e gasolina), o que está a sustentar a cotação do barril nesta sessão.

O petróleo valorizou mais de 25% em janeiro e fevereiro devido à queda da produção dos países da OPEP, mas os ganhos têm estagnado. A queda da procura por petróleo por causa da travagem mundial e o aumento dos stocks nos EUA tem pressionado a cotação.

O crude, negociado em Nova Iorque, regista uma subida de 0,41% para os 56,45 dólares. Já o Brent, negociado em Londres, que serve de referência para as importações portuguesas, valoriza 0,56% para 66,37 dólares. 

Ouro aproxima-se de mínimos de cinco semanas
O "metal precioso" valoriza neste momento 0,01% para os 1.286,52 dólares por onça, mas já esteve em baixa e aproximou-se de mínimos de cinco semanas. O ouro está estagnado numa altura em que é cada vez mais provável um acordo comercial entre os EUA e a China. O reforço do dólar - que acumula sete sessões consecutivas de ganhos - como "ativo de refúgio" também penaliza o ouro.
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