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Abertura dos mercados: Bolsas arrancam semana sem rumo definido. Petróleo e juros em alta

As bolsas europeias estão divididas entre ganhos e perdas, com o mercado a reflectir ainda o aumento da tensão geopolítica. O petróleo está próximo de máximos de um mês, e os juros estão a agravar.

Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 10 de Abril de 2017 às 09:30
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Os mercados em números

PSI-20 desce 0,56% para 4.952,79 pontos

Stoxx 600 ganha 0,08% para 381,58 pontos

Nikkei valorizou 0,71% para 18.797,88 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 4,5 pontos para 3,910%

Euro recua 0,06% para 1,0584 dólares

Petróleo em Londres avança 0,47% para 55,50 dólares o barril

 

Bolsas europeias sem tendência definida

As bolsas europeias estão a negociar sem uma tendência definida esta segunda-feira, 10 de Abril, numa altura em que o aumento da tensão geopolítica - depois do ataque dos Estados Unidos a uma base aérea na Síria - continua a pesar no sentimento dos investidores.

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganha 0,08% para 381,58 pontos, suportado essencialmente pelas cotadas do sector mineiro. Os principais índices bolsitas seguem todos no vermelho, à excepção do londrino Footsie e do alemão DAX.

 

Esta evolução acontece no dia quem que os chefes de Estado ou de Governo de sete país do sul da Europa, entre eles o primeiro-ministro português, António Costa, se vão reunir em Madrid para discutir o futuro da União Europeia e o processo de saída do Reino Unido (Brexit).

 

Por cá, o PSI-20 desce 0,56% para 4.952,79 pontos, penalizado sobretudo pelo BCP e pela REN. O banco liderado por Nuno Amado desvaloriza 1,55% para 17,77 cêntimos, enquanto a REN afunda 3,43% para 2,819 euros, depois de ter anunciado, na sexta-feira, que vai realizar um aumento de capital de 250 milhões de euros para financiar a compra da actividade de distribuição de gás natural da EDP.

 

Juros portugueses afastam-se de mínimos

Os juros associados às obrigações portuguesas a dez anos estão em alta, depois de duas sessões consecutivas de quedas que levaram a "yield" para o valor mais baixo desde 28 de Fevereiro. Nesta altura, os juros sobem 4,5 pontos para 3,910%, acompanhando a tendência de agravamento que se estende à generalidade dos países do euro.

 

Em Espanha, os juros associados às obrigações a dez anos sobem 3,1 pontos para 1,486%, enquanto em França avançam 3,0 pontos para 0,923%. Na Alemanha, pelo contrário, recuam 0,1 pontos para 0,227%.

 

Isto depois de as palavras do presidente do BCE, na sexta-feira, terem motivado um alívio nos custos de financiamento. Mario Draghi reiterou que a política monetária da entidade é "apropriada" e que "as taxas de juro continuarão no nível actual ou mais baixas durante um período de tempo extenso".

 

Dólar sobe pela quarta sessão

O índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres mundiais está a valorizar pela quarta sessão consecutiva, animado pelos dados económicos dos Estados Unidos e pelo resultado do encontro entre o presidente Donald Trump e o seu homólogo chinês Xi Jinping.

 

Na sexta-feira, foi revelado que a taxa de desemprego diminuiu para 4,5%, apesar de a criação de novos postos de trabalho ter abrandado. Além disso, Trump anunciou uma viagem à China, o que aliviou os receios em torno de uma potencial guerra comercial entre as duas potências.  

 

Petróleo ganha mais de 0,5%

O petróleo está a negociar em alta nos mercados internacionais, animado pela notícia de que a Rússia está a avaliar a hipóteses de prolongar os cortes na produção acordados no âmbito do acordo da OPEP. Segundo adiantou o ministro russo da Energia, Alexander Novak, já há conversações com as empresas petrolíferas sobre a necessidade de estender o acordo de seis meses, quando este expirar no final do primeiro semestre.

 

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, ganha 0,46% para 52,48 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, valoriza 0,47% para 55,50 dólares.  

 

Ouro pouco alterado 

O metal precioso está a negociar em queda ligeira, penalizado pela crescente expectativa de que a Reserva Federal poderá acelerar a subida dos juros este ano, dado os sinais positivos que chegam da maior economia do mundo. O ouro recua 0,05% para 1.253,93 dólares por onça, enquanto a prata desce 0,41% para 17,9558 dólares. 

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