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Abertura dos mercados: Bolsas calmas apesar de tarifas de Trump. Petróleo cai pela quarta sessão

O anúncio de nova ronda de tarifas sobre a China não está a desestabilizar os mercados accionistas, mas nas matérias-primas o impacto é negativo, com o petróleo a descer pela quarta sessão e o ouro abaixo dos 1.200 dólares.

EPA

Os mercados em números

PSI-20 valoriza 0,44% para 5.352,19 pontos
Stoxx 600 sobe 0,25% para 379,27 pontos
Nikkei valorizou 1,4% para 23.420,54 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal estável nos 1,83%
Euro sobe 0,1% para 1,1637 dólares
Petróleo, em Londres, desvaloriza 0,54% para 77,63 dólares por barril 

Bolsas europeias calmas após tarifas de Trump

As principais praças do Velho Continente estão a reagir positivamente após Donald Trump ter decidido, ontem à noite, impor tarifas alfandegárias de apenas 10%  às importações chinesas quando eram esperadas taxas de 25%. Trump quer aumentá-las até este patamar, mas só no final do ano. Além disso, excluiu alguns produtos desta nova ronda de tarifas, o que também foi bem recebido pelos mercados.

 

"As tarifas só vão subir para 25% em Janeiro, por isso ainda há tempo e margem para a China e os EUA negociarem", afirmou Zhang Gang, estratega da Central China Securities, à Bloomberg. Neste cenário, os mercados bolsistas europeus, que arrancaram sem uma direcção definida, estão agora a subir. O Stoxx 600 avança 0,25% para 379,27 pontos.

 

Por cá, Lisboa acompanha a tendência. A bolsa nacional arrancou o dia em alta e está agora a subir 0,44%, à boleia dos ganhos do grupo EDP. A travar a subida da praça portuguesa segue a Galp Energia, que cai mais de 1% no dia em que as acções da petrolífera passam a negociar sem direito ao dividendo intercalar.

 

Dólar à espera da resposta da China às tarifas dos EUA

A divisa norte-americana chegou a subir ligeiramente depois de Donald Trump ter anunciado que vai impor tarifas de 10% às importações Chinesas, a partir de 24 de Setembro. Contudo, o dólar acabou por ceder os ganhos, com a moeda única a valorizar 0,02% para 1,1685 dólares.

 

Os investidores no mercado cambial aguardam agora para perceber de que maneira é que a China vai retaliar. Isto depois de o país já ter dito que "não há outra opção". "Os receios imediatos para o mercado é a forma como a China vai responder às tarifas", disse Junichi Ishikawa, estratega cambial sénior da IG Securities, em Tóquio.
 

Confronto no governo italiano pressiona obrigações

Os juros das obrigações italianas voltam a subir esta terça-feira, reagindo às noticias que dão conta da crescente "guerra" dentro do governo italiano sobre as opções a adoptar no orçamento do Estado para 2019. Segundo o "La Stampa", o vice-primeiro-ministro Luigi Di Maio quer mesmo demitir o ministro das Finanças Giovanni Tria.

Depois de ter tocado em mínimos do último mês, a "yield" das obrigações soberanas de Itália estão a subir 3,1 pontos base para 2,877%. O "spread" face a Portugal continua assim acima de 1 ponto percentual, já o que os juros das obrigações do Tesouro estão estáveis nos 1,83%.


Petróleo desce pela quarta sessão

A forte descida das exportações de petróleo por parte do Irão não está a ter impacto relevante na cotação da matéria-prima, numa altura em que se sobrepõe os riscos relacionados com os efeitos da guerra comercial entre a China e os EUA na economia global.

O WTI em Nova Iorque desce 0,35% para 68,67 dólares e o Brent em Londres cai 0,54% para 77,63 dólares, sendo que a sessão de hoje é já a quarta de quedas na cotação da matéria-prima. NA semana passada o Brent superou os 80 dólares pela primeira vez desde Maio.

A desvalorização do petróleo acontece apesar de ter sido anunciado que as exportações de petróleo por parte do Irão afundaram para mínimos de mais de dois anos, mesmo sem que tenham entrado oficialmente em vigor as sanções impostas pelos Estados Unidos.

A expectativa de uma descida na procura devido aos efeitos da guerra comercial está assim a ofuscar a perspectiva de diminuição da oferta em resultado das quedas das exportações do Irão e da Venezuela.


Ouro abaixo de 1.200 dólares

A escalada da guerra comercial também está a penalizar o metal precioso, com a onça de ouro a desvalorizar 0,5% para 1.195,93 dólares a onça no mercado à vista em Londres. No acumulado do ano o ouro já perde mais de 8%, penalizado pela guerra comercial e alta do dólar face às principais divisas mundiais.

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