Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas chinesas com melhor semana desde 2016 e petróleo com maior queda em cinco meses

Abertura dos mercados: Bolsas chinesas com melhor semana desde 2016 e petróleo com maior queda em cinco meses

As bolsas europeias seguem em alta à espera dos primeiros resultados da banca norte-americana. O petróleo continua a perder terreno e o dólar a valorizar.
Abertura dos mercados: Bolsas chinesas com melhor semana desde 2016 e petróleo com maior queda em cinco meses
EPA
Nuno Carregueiro 13 de julho de 2018 às 09:03

Os mercados em números

PSI-20 desvaloriza 0,09% para 5.628,59 pontos

Stoxx 600 ganha 0,5% para os 386,31 pontos

Nikkei valorizou 1,85% para 22.597.35 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desce 1 ponto base para 1,74%

Euro perde 0,35% para 1,1631 dólares

Petróleo desvaloriza 0,85% para 73,82 dólares em Londres 

 

Europa segue ganhos de Wall Street e praças asiáticas 

As bolsas europeias iniciaram a última sessão da semana em alta, com o sentimento positivo a dever-se essencialmente à recuperação das bolsas nos Estados Unidos e na Ásia. O destaque vai para a bolsa chinesa, com os índices CSI300 e Shanghai Composite a ganharem mais de 3% na semana, o que de acordo com a Reuters corresponde ao melhor desempenho desde Junho de 2016.

 

Depois de Washington ter reforçado as tarifas aduaneiras aplicadas à importação de bens chineses e de Pequim ter respondido na mesma moeda, esta quinta-feira as autoridades chinesas colocaram de parte adoptar novas medidas de retaliação, pelo menos para já, o que está a ser bem recebido pelos mercados.

 

Além disso, há divulgação de resultados na sessão de hoje em Wall Street e a expectativa é que os números sejam robustos. São os três grandes da banca que vão apresentar as contas do segundo trimestre: JPMorgan, Wells Fargo e Citigroup.

 

O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, está a valorizar 0,5% para os 386,31 pontos. O PSI-20 abriu a acompanhar a tendência europeia, mas já inverteu para terreno negativo, estando agora a ceder 0,09% para 5.628,59 pontos, pressionado pelo BCP e Galp Energia.

 

Euro continua a perder terreno e Trump penaliza libra

No mercado cambial o dólar continua a ganhar terreno face às principais moedas mundiais, com os investidores a apostarem na moeda norte-americana com activo de referência para beneficiar com a guerra comercial. O índice do dólar valoriza 0,2% e o euro perde 0,35% para 1,1631 dólares, na quarta sessão em terreno negativo.

 

Destaque ainda para a libra, que desvaloriza 0,3% para 1,3162 dólares depois de Donald Trump ter criticado o plano de Theresa May para o Brexit e admitido mesmo rasgar o acordo comercial entre os dois países.  

 

Juros da dívida em queda ligeira

O mercado da dívida soberana segue com oscilações ligeiras, numa sessão em que não se espera a divulgação de indicadores macro-económicos relevantes. O juro das obrigações alemãs a 10 anos desce 1 ponto base para 0,35% e a "yield" dos títulos portugueses com a mesma maturidade recua na mesma dimensão para 1,74%.

 

Petróleo nos 70 dólares em Nova Iorque

O petróleo está a desvalorizar pela terceira sessão consecutiva, com a matéria-prima a continua a ser penalizada por vários factores, como as tarifas impostas pelos Estados Unidos à China e a reabertura de portos líbios, o que deverá contribuir para aumentar as exportações petrolíferas deste país.

 

O WTI em Nova Iorque está a cair 0,23% para 70,17 dólares, sendo que já ontem esteve a negociar abaixo dos 70 dólares. Em Londres o Brent desvaloriza 0,85% para 73,82 dólares. No acumulado da semana a matéria-prima marca perdas em torno de 5%, o que corresponde ao pior desempenho dos últimos cinco meses.

 

Alta do dólar penaliza ouro 

O metal precioso continua a ser penalizado pela força da moeda norte-americana, o que retira atractividade do investimento no ouro. A onça está a desvalorizar 0,2% para 1.245,04 dólares, sendo que a prata está também em terreno negativo. "Apesar das oscilações no sentimento sobre a guerra comercial esta semana, o dólar manteve a trajectória de ganhos, sendo este o principal factor que explica a tendência de queda do ouro", explicou à Bloomberg Jingyi Pan, analista da IG Asia.




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