Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas e dólar em alta com investidores de olhos postos na inflação nos EUA

Abertura dos mercados: Bolsas e dólar em alta com investidores de olhos postos na inflação nos EUA

Esta terça-feira vão ser revelados os dados da inflação de Fevereiro, nos Estados Unidos, e os investidores vão aproveitar a ocasião para tentarem perceber qual será o passo seguinte da Reserva Federal em termos de política monetária.
Abertura dos mercados: Bolsas e dólar em alta com investidores de olhos postos na inflação nos EUA
Reuters
Ana Laranjeiro 13 de março de 2018 às 09:28

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,33% para 5.456,16 pontos

Stoxx 600 avança 0,14% para 379,72 pontos

Nikkei valorizou 0,66% para 21.968,10 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal cede 0,6 pontos base para 1,819%

Euro desliza 0,02% para 1,2332 dólares

Petróleo cai 0,28% para 64,77 dólares por barril em Londres

Bolsas animadas com os investidores a olhar para os EUA

Os principais índices bolsistas europeus estão esta manhã em alta, numa altura em que os investidores focam a sua atenção nos dados da inflação nos Estados Unidos, que vão ser conhecidos esta tarde.

De acordo com as previsões da Bloomberg, o índice de preços no consumidor deverá ter avançado 0,2% em Fevereiro, face ao mês anterior. Em termos homólogos, o crescimento deverá ter sido de 2,2%. A inflação norte-americana continua assim a aproximar-se da meta da Reserva Federal dos EUA, dando margem ao banco central para prosseguir com a política de normalização das taxas de juro no país.

Além disso, este comportamento tem lugar numa altura em que os receios dos investidores em torno de uma eventual guerra comercial estarão a diminuir um pouco. México, Canadá e Austrália, para já, ficam isentos das tarifas sobre o aço e o alumínio. Entretanto, a União Europeia, que já tinha garantido que ia responder se a Europa fosse afectada por estas taxas, salientou ontem que não está amedrontada com as ameaças do presidente dos Estados Unidos de impor tarifas sobre a importação de automóveis e vai encontrar uma resposta para as decisões da administração Trump. A garantia foi dada esta segunda-feira, 12 de Março, pela comissária europeia para o Comércio, Cecilia Malmstrom, sublinhando que a UE vai enfrentar os "bullies".

A liderar os ganhos na Europa está o principal índice espanhol, IBEX35, que sobe 0,83%, seguido pelo francês CAC40, que soma 0,57%. Em Lisboa, o PSI-20 sobe 0,33%. E o Stoxx 600, índice de referência, cresce 0,14%.

Juros em queda ligeira

Os juros da dívida pública portuguesa, no mercado secundário, estão em queda ligeira. A dez anos, as "yields" nacionais a dez anos cedem 0,6 pontos base para 1,819%. Já os de Espanha a dez anos perdem 1,2 pontos base para 1,394% e os de Itália, no mesmo prazo, deslizam 0,6 pontos base para 1,997%.

Os juros da Alemanha, a uma década, caem 0,8 pontos base para 0,624%. O prémio de risco da dívida nacional 119,8 pontos.

Euro pouco alterado

A moeda da Zona Euro está pouco alterada face à divisa norte-americana (cede 0,02% para 1,2332 dólares), numa altura em que os investidores aguardam para conhecer os dados da inflação. Os investidores vão tentar antecipar o rumo da política monetária na maior economia do mundo com base neste dado económico. De acordo com a Bloomberg, se os dados da inflação falharem, ou forem ao encontro das estimativas dos analistas, pode haver um reforço da ideia de que este ano, e tal como está previsto, a Fed vai proceder a três subidas das taxas de juro.

Petróleo no vermelho

Os preços do petróleo estão em queda nos mercados internacionais, aliviando das subidas recentes, e numa altura em que os investidores manifestam os seus receios em torno das reservas e da produção norte-americana de crude.

O governo norte-americano, segundo a agência de informação, espera um aumento da produção nos EUA. A partir do próximo mês, a expectativa é que sejam produzidos 131 mil barris diários. Isso adensa o receio de que os esforços realizados pela OPEP e pelos seus aliados acabem por não ter o efeito pretendido, ou seja diminuir o excesso de oferta e por conseguir elevar os preços.

Por esta altura, o West Texas Intermediate cai 0,23% para 61,22 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, desce 0,28% para 64,77 dólares por barril.

Inflação trava ouro

O metal amarelo está em queda no mercado internacionais com os investidores a aguardarem pelos dados relativos à inflação nos EUA. Por esta altura, o ouro para entrega imediata desce 0,34% para 1.318,64 dólares por onça, nesta que é a segunda sessão de quedas.




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