Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas em alta com estímulos à espreita. Juros e petróleo também sobem

Abertura dos mercados: Bolsas em alta com estímulos à espreita. Juros e petróleo também sobem

As bolsas europeias estão a negociar com sinal verde, depois de também os EUA terem admitido avançar com estímulos à economia, na forma de mais cortes de impostos. Os juros avançam na Zona Euro, com exceção de Itália, e o petróleo segue em alta ligeira.
Abertura dos mercados: Bolsas em alta com estímulos à espreita. Juros e petróleo também sobem
Bloomberg
Rita Faria 21 de agosto de 2019 às 09:26

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,61% para 4.850,29 pontos

Stoxx 600 ganha 0,51% para 373,18 pontos

Nikkei desvalorizou 0,28% para 20.618,57 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 2,4 pontos para 0,137%

Euro recua 0,05% para 1,1094 dólares

Petróleo em Londres valoriza 0,50% para 60,33 dólares o barril

 

Bolsas europeias em alta

As bolsas europeias estão a negociar em alta esta quarta-feira, 21 de agosto, numa altura em que os investidores aguardam pela divulgação das minutas da última reunião da Fed – que resultou na primeira descida dos juros nos Estados Unidos em mais de uma década e pelo discurso de Jerome Powell, no Fórum de Jackson Hole, no final da semana.

 

A contribuir para o otimismo está a notícia de que o presidente italiano Sergio Mattarella tentará dar tempo aos partidos para formarem um novo governo, depois da demissão de Giuseppe Conte, evitando a realização de novas eleições, e a sugestão do presidente dos Estados Unidos de que poderá avançar com novos cortes de impostos para estimular o crescimento.

O governo dos Estados Unidos junta-se, assim, a outras grandes economias, como a Alemanha e a China, que nos últimos dias admitiram avançar com medidas excecionais para travarem a desaceleração e evitarem a recessão económica. 

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganha 0,51% para 373,18 pontos, enquanto o português PSI-20 soma 0,61% para 4.850,29 pontos.

 

A contribuir para a valorização do índice nacional estão sobretudo a Jerónimo Martins e a Galp Energia, com subidas de 1,16% para 14,795 euros e 1,11% para 12,74 euros, respetivamente.

 

Juros da dívida europeia sobem

Com os investidores a privilegiarem ativos de maior risco, como as ações, as obrigações dos países do euro estão em queda generalizada e, consequentemente, os juros em alta, com exceção de Itália.

 

Em Portugal, os juros da dívida a dez anos sobem 2,4 pontos para 0,137%, no dia em que o IGCP vai regressar ao mercado para emitir até mil milhões de euros de títulos de dívida a três e 11 meses.

 

Em Espanha, a yield avança 2,4 pontos para 0,113% e na Alemanha sobe 2,6 pontos para -0,668%. Em Itália, pelo contrário, os juros a dez anos recuam 0,2 pontos para 1,365%.

 

Dólar sobe com possibilidade de novos cortes de impostos

A moeda norte-americana está em alta ligeira face às principais congéneres mundiais, depois de o presidente Donald Trump ter admitido ontem avançar com novos cortes de impostos para estimular o crescimento da economia.

 

Esta evolução acontece também numa altura em que os investidores aguardam pela divulgação das minutas da última reunião da Fed e pelo discurso de Jerome Powell na sexta-feira, em Jackson Hole.

Já o euro desce 0,05% para 1,1094 dólares.

 

Petróleo em alta com queda das reservas

O petróleo segue com ganhos ligeiros nos mercados internacionais, animado por um relatório do Instituto do Petróleo Americano que mostra que as reservas de crude terão descido pela primeira vez em três semanas. Segundo o Instituto, as reservas terão diminuído em 3,45 milhões de barris.

 

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), transacionado em Nova Iorque, sobe 0,23% para 56,26 dólares, enquanto o Brent, negociado em Londres, ganha 0,50% para 60,33 dólares.

 

Ouro abaixo dos 1.500 dólares

O ouro está a negociar com sinal vermelho, com os investidores a privilegiarem a aposta em ativos de maior risco, como é o caso das ações, depois de Donald Trump ter admitido novos estímulos à economia.

 

O metal amarelo desce 0,60% para1.498,26 dólares, enquanto a prata desliza 0,72% para 17,0392 dólares.

 




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