Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas em máximos e petróleo em alta com estímulos da China e olhos no BCE

Abertura dos mercados: Bolsas em máximos e petróleo em alta com estímulos da China e olhos no BCE

As bolsas europeias estão em máximos de mais de cinco semanas, depois de o banco central da China ter anunciado novos estímulos à economia. Os juros da dívida também estão a subir, assim como o petróleo, em semana de reunião da OPEP.
Abertura dos mercados: Bolsas em máximos e petróleo em alta com estímulos da China e olhos no BCE
Bloomberg
Rita Faria 09 de setembro de 2019 às 09:25

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,07% para 4.972,12 pontos

Stoxx 600 ganha 0,09% para 387,50 pontos

Nikkei valorizou 0,56% para 21.318,42 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos avançam 2,4 pontos para 0,207%

Euro sobe 0,03% para 1,1032 dólares

Petróleo em Londres valoriza 0,83% para 62,05 dólares o barril

 

Bolsas europeias abrem semana em alta

As bolsas europeias abriram em alta esta segunda-feira, 9 de setembro, pela quarta sessão consecutiva, animadas pela decisão do banco central da China – anunciada na sexta-feira – de baixar os requisitos de capital dos bancos com o objetivo de libertar liquidez para a economia e estimular o crescimento.

 

As medidas de estímulos foram bem recebidas pelos investidores que aguardam novidades no mesmo sentido por parte do Banco Central Europeu esta quinta-feira.

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganha 0,09% para 387,50 pontos, o valor mais alto desde 1 de agosto.

 

Por cá, o PSI-20 sobe 0,07% para 4.972,12 pontos, animado sobretudo pelo BCP e pela Galp Energia. O banco liderado por Miguel Maya avança 0,76% para 19,97 cêntimos, enquanto a petrolífera valoriza 0,42% para 13,055 euros, acompanhando os ganhos da matéria-prima nos mercados internacionais.  

 

Juros da dívida em alta na Zona Euro

Os juros da dívida da generalidade dos países do euro estão em alta esta segunda-feira, com os investidores animados pelas medidas de estímulo à economia e voltados para o mercado acionista.

 

Em Portugal, a yield associada às obrigações a dez anos sobe 2,4 pontos para 0,207%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, os juros avançam 2,5 pontos para 0,191%. Em Itália, a subida é mais expressiva, de 4,6 pontos para 0,918%, enquanto na Alemanha é de 3,0 pontos para -0,613%.

 

Euro quase inalterado à espera do BCE

A moeda única europeia está quase inalterada face ao dólar, numa altura em que os investidores aguardam pela reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), na quinta-feira, para confirmarem se a autoridade monetária vai mesmo avançar com novos estímulos à economia, como é esperado pelo mercado.

 

A expectativa é que Mario Draghi anuncie uma nova descida dos juros dos depósitos e eventualmente um novo programa de compra de ativos.

 

Nesta altura, o euro sobe ligeiros 0,03% para 1,1032 dólares.  

 

Petróleo prolonga ganhos antes da reunião da OPEP

O petróleo está a prolongar as subidas nos mercados internacionais, no arranque de uma semana que ficará marcada pela reunião da OPEP e seus aliados, em que os países vão analisar o cumprimento dos cortes na produção acordados pelo grupo.

O mercado espera ainda perceber se a Arábia Saudita manterá a sua posição e o seu compromisso com as medidas de redução da oferta, depois de o rei daquele país ter substituído o ministro da Energia, Khalid Al-Falih, por um dos seus filhos, o príncipe Abdulaziz bin Salman.

 

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, avança 0,94% para 57,05 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, valoriza 0,83% para 62,05 dólares.

 

Ouro pouco alterado. Prata em queda

O ouro segue pouco alterado neste início de semana, enquanto a prata está em queda, depois de os comentários do presidente da Fed, Jerome Powell, na sexta-feira, terem levado o mercado a acreditar que o banco central poderá anunciar outro corte nos juros. Powell rejeitou a ideia de que a economia norte-americana esteja a aproximar-se de uma recessão, mas deixou a porta aberta a um novo alívio do preço do dinheiro.

 

O ouro desliza ligeiros 0,04% para1.506,23 dólares, enquanto a prata recua 0,68% para 18,0542 dólares.




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