Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas entram em Março no vermelho à espera de mais um discurso de Powell

Abertura dos mercados: Bolsas entram em Março no vermelho à espera de mais um discurso de Powell

O presidente da Fed vai fazer uma intervenção perante o comité bancário do Senado, que deverá determinar o rumo dos mercados. As bolsas europeias estão a cair pelo terceiro dia, enquanto o petróleo e o dólar seguem em alta ligeira.
Abertura dos mercados: Bolsas entram em Março no vermelho à espera de mais um discurso de Powell
Reuters
Rita Faria 01 de março de 2018 às 09:13

Os mercados em números

PSI-20 cai 0,85% para 5.421,94 pontos

Stoxx 600 perde 0,54% para 377,59 pontos

Nikkei desvalorizou 1,56% para 21.724,47 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,2 pontos para 1,993%

Euro sobe 0,06% para 1,2201 dólares

Petróleo em Londres ganha 0,14% para 64,82 dólares o barril

 

Bolsas europeias descem pela terceira sessão

As bolsas europeias estão a negociar em queda esta quinta-feira, 1 de Março, pela terceira sessão consecutiva, num dia em que o mercado aguarda pela intervenção do novo presidente da Fed, Jerome Powell, no comité bancário do Senado. A intervenção, que é a segunda desta semana perante os deputados, está marcada para as 15 horas de Lisboa, e deverá influenciar o rumo dos mercados.

 

Os investidores estarão atentos às palavras do presidente da autoridade monetária que, na terça-feira, admitiu "mais subidas graduais dos juros" por parte da Fed, levando a perdas nas acções.

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, que completou ontem o seu pior mês em quase dois anos, perde 0,54% para 377,59 pontos.

 

Em Lisboa, o PSI-20 cai 0,85% para 5.421,94 pontos, penalizado sobretudo pela Jerónimo Martins. A retalhista desvaloriza 4,89% para 16,225 euros – o valor mais baixo desde 3 de Janeiro – depois de ter anunciado que os lucros caíram 35% no ano passado para 385 milhões de euros.

 

Juros da dívida em alta ligeira na "periferia" do euro

Os juros da dívida portuguesa estão em alta ligeira esta quinta-feira, acompanhando a tendência dos países da chamada periferia do euro. A yield associada às obrigações portuguesas a dez anos sobe 0,2 pontos para 1,993%, enquanto em Espanha o aumento é de 0,4 pontos para 1,542%. Em Itália, onde haverá eleições já este domingo, o aumento é de 0,4 pontos para 1,978%. Na Alemanha, pelo contrário, os juros da dívida a dez anos descem 1,1 pontos para 0,645%.  

 

Dólar sobe pela terceira sessão

O dólar está em alta pela terceira sessão consecutiva, beneficiando das perspectivas positivas para a economia norte-americana e da especulação que a Reserva Federal poderá acelerar a normalização da política monetária nos Estados Unidos.

 

Depois de ter completado ontem o primeiro mês de ganhos desde Outubro, o índice que mede a evolução do dólar face às principais congéneres mundiais está a valorizar 0,03%.   

 

Crude alivia de fortes perdas

O petróleo está em alta ligeira nos mercados internacionais, depois de ter perdido mais de 2% ontem, em Nova Iorque – a maior queda em três semanas – penalizado pelos dados sobre as reservas e a produção nos Estados Unidos.

 

Números divulgados ontem mostram que as reservas norte-americanas de crude aumentaram, na semana passada, para o nível mais alto desde Dezembro, superando as estimativas dos analistas. Ao mesmo tempo, o crescimento da produção de petróleo de xisto levou os níveis de produção nos Estados Unidos para um novo máximo histórico, em Novembro.

 

Os dados, juntamente com a perspectiva de que este crescimento da produção deverá acelerar – e tornar os Estados Unidos o maior produtor do mundo, à frente da Rússia, segundo a AIE - pressionaram as cotações.

 

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 0,06% para 61,68 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, valoriza 0,14% para 64,82 dólares.

 

Ouro em mínimos de três semanas

O metal precioso está a perder terreno, numa altura em que o mercado se prepara para uma nova intervenção de Jerome Powell, depois de o seu discurso de terça-feira ter impulsionado o dólar e pressionado o ouro.


"Os investidores vão procurar mais pistas sobre as expectativas para o crescimento económico e para a evolução da política monetária", afirma John Sharma, economista do National Australia Bank, citado pela Bloomberg. "Mais confirmações de uma economia em aceleração deverão impulsionar o dólar e atingir ainda mais o ouro – ainda que a volatilidade no mercado de cações possa limitar a queda do euro".

Nesta altura, o ouro cai 0,44% para 1.312,46 dólares, enquanto a prata desce 0,41% para 16,3474 dólares.




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