Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas europeias com a pior semana desde Agosto. Juros voltam a subir

Abertura dos mercados: Bolsas europeias com a pior semana desde Agosto. Juros voltam a subir

As bolsas europeias seguem com variações ligeiras, mas no acumulado da semana a queda é superior a 1%, registando-se a pior semana desde Agosto. Já os juros continuam a subir.
Abertura dos mercados: Bolsas europeias com a pior semana desde Agosto. Juros voltam a subir
Sara Antunes 10 de novembro de 2017 às 09:21

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,08% para 5.317,63 pontos

Stoxx 600 sobe 0,03% para 390,19 pontos

Nikkei desvalorizou 0,82% para 22.681,42 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal avança 1,4 pontos base para 2,059%

Euro recua 0,04% para 1,1637 dólares

Petróleo sobe 0,17% para 64,04 dólares por barril

 

Bolsas europeias pouco definidas

Os principais índices bolsistas da Europa seguem com oscilações pouco acentuadas. O Stoxx600, que agrega as 600 maiores cotadas europeias, está a subir 0,03%, numa altura em que alguns índices sobem e outros descem. No acumulado da semana, este índice de referência está a perder cerca de 1,4%, o que corresponde à pior semana desde Agosto.

O PSI-20, que ainda iniciou a sessão a subir a beneficiar dos ganhos do BCP, já inverteu a tendência e perde 0,08%, com destaque para a queda de quase 5% da Pharol. A empresa liderada por Palha da Silva, e que detém mais de 20% da Oi, está a ser penalizada pelo impasse em torno da recuperação judicial da operadora brasileira, que voltou a adiar a assembleia geral de credores que estava agendada para esta sexta-feira. A reunião foi agora agendada para 7 de Dezembro. 

 

Juros sobem pelo terceiro dia
As taxas de juro implícitas da dívida estão a subir na generalidade dos países, mantendo assim a tendência registada nos últimos dois dias, numa altura em que se especula que as descidas recentes foram exageradas. Ainda esta semana, a taxa de juro a 10 anos associada à dívida de Portugal negociou abaixo dos 2%, pela primeira vez desde 2015. O Estado financiou-se meses abaixo deste patamar na quarta-feira, 8 de Novembro. 

Já esta sexta-feira, a "yield" da dívida nacional está a subir 1,4 pontos base para 2,059%. Os juros alemães estão a avançar 1,8 pontos base para 0,393%, o que reduz o "spread" da dívida nacional para 166 pontos. 

Euro com queda muito ligeira
O euro está em queda, ainda que muito ligeira. A moeda única está a descer 0,04% para 1,1637%, numa altura em que os investidores já descontaram a perspectiva de juros mais altos nos EUA, a partir de Dezembro, bem como o prolongamento do programa de compra de activos do Banco Central Europeu (BCE) até Setembro. A autoridade monetária da Zona Euro alargou o prazo do programa, mas cortou o montante de compras mensais para metade a partir de Janeiro (30 mil milhões de euros).

 

Petróleo com a maior série semanal de ganhos do último ano

Os preços do petróleo estão em alta, acumulando ganhos pela quinta semana consecutiva, a reflectir sobretudo os tumultos que assolaram a Arábia Saudita e que levaram a que os receios em torno de interrupções de fornecimento aumentassem. No caso do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, a subida de hoje é de 0,17% para 64,04 dólares. Já o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, a tendência é de queda esta sexta-feira, sendo uma queda de apenas 0,7% para 57,14 dólares. Ainda assim, no acumulado da semana continua a verificar-se uma subida. A quinta consecutiva, algo que já não acontecia desde Outubro de 2016.

 

Ouro cai com menores necessidades de refúgio
Os indicadores económicos, a definição de políticas monetárias e a redução de tensões geopolíticas retiram atractividade dos investimentos em activos considerados refúgio, como o caso do ouro. Assim este material está a descer 0,10% para 1.283,76 dólares por onça.