Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas, petróleo e ouro sobem com otimismo na frente comercial

Abertura dos mercados: Bolsas, petróleo e ouro sobem com otimismo na frente comercial

As bolsas europeias estão a valorizar nesta quarta-feira, 13 de fevereiro, beneficiando do otimismo dos investidores perante a resolução do conflito entre os EUA e a China. O PSI-20 é a exceção.
Abertura dos mercados: Bolsas, petróleo e ouro sobem com otimismo na frente comercial
Reuters
Tiago Varzim 13 de fevereiro de 2019 às 09:31
Mercados em números
PSI-20 desce 0,27% para os 5.117,86 pontos
Stoxx600 soma 0,38% para os 364,15 pontos
Nikkei valorizou 1,34% para 21.144,48 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 1,4 pontos base para os 1,623%
Euro sobe 0,05% para os 1,1331 dólares
Petróleo em Londres ganha 0,96% para os 63,15 dólares o barril

Bolsas sobem com otimismo na frente comercial 
As bolsas europeias arrancaram a sessão em terreno positivo esta quarta-feira, beneficiando do otimismo que está a impulsionar os restantes mercados, depois de Donald Trump ter admitido alargar o período de tréguas comerciais com a China que acaba a 1 de março caso esteja iminente um acordo entre as das maiores economias do mundo. O presidente chinês, Xi Jinping, vai receber na sexta-feira o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e o representante do Comércio, Robert Lighthizer, para mais uma sessão de negociações. Nos últimos dias também tem sido noticiada a possibilidade do presidente norte-americano encontrar-se com Xi Jinping. 

Os principais índices europeus marcam ganhos em torno de 0,4%, depois das bolsas asiáticas terem atingido máximos de quatro meses, onde se destacou o índice chinês CSI300, que subiu 2% para máximos de setembro de 2018. "Na pré-abertura, os índices europeus ensaiavam em alta, refletindo o bom desempenho dos mercados americanos e asiáticos", antecipavam os analistas do BPI.

O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, avança 0,38% para os 364,15 pontos, negociando em máximos de uma semana. O índice europeu soma três sessões consecutivas de ganhos. Tal como na sessão de ontem, o setor automóvel continua a destacar-se pela positiva. 

A bolsa nacional é a exceção: depois de ter começado a sessão em alta, o PSI-20 perde 0,27% para os 5.117,86 pontos. Em Lisboa, agora a tendência é negativa. O BCP está a negociar em baixa assim como as cotadas do setor do papel. O destaque vai para a queda de 1% da Navigator, que anunciou um aumento de 8% nos lucros de 2018 e que Diogo da Silveira vai deixar de ser o CEO a partir de abril. 

Juros portugueses sobem antes de emissão de longo prazo
Os juros portugueses a dez anos estão a aliviar 1,4 pontos base para os 1,623% - negociando perto de mínimos de 2015 -, antes de Portugal regressar aos mercados para um duplo leilão de longo prazo (10 e 15 anos). O objetivo do IGCP é financiar-se entre 750 a 1.000 milhões de euros. Para já, em 2019, a agência que gere a dívida pública nacional só fez uma emissão sindicada onde foram colocados 4 mil milhões de euros junto de investidores. O plano de financiamento do IGCP para este ano prevê que Portugal emita 15,4 mil milhões em 2019.

Coroa sueca sobe após decisão do banco central
O dólar regressou aos ganhos - o índice da Bloomberg para o dólar avança 0,02% -, depois da queda de ontem. Anteriormente, a divisa norte-americana tinha acumulado oito sessões de subidas, o maior ciclo de ganhos desde janeiro de 2015. O euro também valoriza ligeiramente perante o dólar: soma 0,05% para os 1,1331 dólares. 

Mas o destaque desta manhã vai para a coroa sueca. O banco central da Suécia (Riksbank) deixou os juros inalterados, depois de em dezembro os ter subido pela primeira vez em sete anos. No entanto, o Riksbank assegurou que quer subir os juros no segundo semestre de 2019, "assegurando que as perspetivas económicas e da inflação são as esperadas". Esta posição do banco central sueco contrasta com as posições mais acomodatícias expressas pela Reserva Federal ou pelo Banco Central Europeu nos últimos meses. A coroa sueca reforçou perante a notícia, ganhando 0,3% face ao euro. 

Petróleo continua a recuperar de mínimos de duas semanas
Esta quarta-feira, a Administração de Informação em Energia (sob a tutela do Departamento norte-americano da Energia) divulga os dados relativos aos inventários de crude dos EUA na semana passada. Segundo a Bloomberg, os analistas esperam que os stocks tenham aumentado pela quarta semana, o ciclo mais prolongado desde novembro e que indica um excesso de oferta no mercado.

Para já, nesta manhã, o petróleo continua a recuperar de mínimos de duas semanas depois de ter sido noticiado que a Arábia Saudita promete cortar ainda mais a sua produção de barris, para lá da meta acordada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Hoje o líder da OPEP, o secretário-geral Mohammad Barkindo, instou os restantes países, nomeadamente a Rússia, a fazer um maior esforço para cortar a produção e, assim, levar à redução da oferta e ao aumento da cotação do barril. É essa a expectativa da Goldman Sachs: um relatório dos analistas do banco de investimento, citado pela Bloomberg, antecipa que a estratégia da OPEP funcione. 

Em Nova Iorque, o WTI está a valorizar 1% para os 53,61 dólares. Em Londres, o Brent, que serve de referência para as importações portuguesas, soma 0,96% para os 63,15 dólares. 

Nas sessões passadas, o reforço do dólar - divisa em que os barris estão cotados -, a expectável queda da procura por causa da desaceleração económica e o reforço dos stocks nos Estados Unidos tinham sido os fatores a penalizar a cotação do petróleo. 

Ouro sobe pela segunda sessão consecutiva. China aumenta reservas
O "metal precioso" volta a subir num dia em que a valorização do dólar ainda é tímida. O ouro tem tirado proveito das perspetivas pouco animadoras para o crescimento da economia global, tendo negociado nas últimas semanas próximo de máximos de maio de 2018. O "metal precioso" soma 0,15% para os 1.312,82 dólares por onça.

A beneficiar o ouro está também o aumento da procura por parte do banco central da China como medida de precaução face à travagem económica e à tensão comercial. O Governo chinês está a reforçar as suas reservas de ouro, tendo aumentado as compras pelo segundo mês consecutivo.



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