Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas recuperam de mínimos de um ano e petróleo alivia de fortes ganhos

Abertura dos mercados: Bolsas recuperam de mínimos de um ano e petróleo alivia de fortes ganhos

As bolsas europeias estão a negociar em alta pela primeira vez em quatro sessões, num dia em que o petróleo está a aliviar dos ganhos recentes. Os juros de Espanha estão no valor mais baixo desde 2016, depois da subida do rating pela S&P.
Abertura dos mercados: Bolsas recuperam de mínimos de um ano e petróleo alivia de fortes ganhos
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,01% para 5.342,08 pontos

Stoxx 600 ganha 0,35% para 367,09 pontos

Nikkei valorizou 0,72% para 20.766,10 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 1,4 pontos para 1,735%

Euro avança 0,31% para 1,2392 dólares

Petróleo em Londres desce 0,41% para 70,16 dólares o barril

 

Bolsas europeias sobem pela primeira vez em quatro sessões

As bolsas europeias abriram em alta esta segunda-feira, 26 de Março, depois de três sessões consecutivas de perdas, que levaram as acções do Velho Continente para mínimos de mais de um ano no final da semana passada, devido aos receios em torno da guerra comercial promovida pelos Estados Unidos.

 

Esta segunda-feira, as atenções estarão centradas na divulgação dos dados do PIB em França e nos Países Baixos, algumas das maiores economias do euro. Os economistas consultados pela Bloomberg estimam que a economia francesa tenha crescido 2,5%. Já a economia holandesa terá crescido 2,9%. 

 

Nesta altura, o índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganha 0,35% para 367,09 pontos.

 

Em Lisboa, depois deter iniciado a sessão no verde, o PSI-20 já inverteu para terreno negativo, seguindo a desvalorizar ligeiros 0,01% para 5.342,08 pontos. A pressionar estão sobretudo o BCP e a Galp Energia. O BCP recua 0,4% para 27,43 cêntimos, enquanto a petrolífera perde 0,83% para 15,025 euros.

 

Juros de Espanha em mínimos de 2016 após subida do rating

Os juros da dívida espanhola a dez anos estão a negociar em mínimos de um ano e meio, depois de a Standard & Poor’s ter subido o rating do país de BBB+ para A- com perspectiva positiva. Nesta altura, a  ‘yield’ associada às obrigações espanholas a dez anos cai 2,0 pontos para 1,250%, o valor mais baixo desde Novembro de 2016.

 

Espanha contraria assim o agravamento ligeiro dos juros que se verifica na generalidade dos países do euro. Em Portugal, a ‘yield’ da dívida a dez anos sobe 1,4 pontos para 1,735%, em Itália avança 1,8 pontos para 1,895% e na Alemanha cresce 0,2 pontos para 0,529%.

 

Euro em máximos de 14 de Março face ao dólar

A moeda única europeia está a apreciar contra o dólar pela segunda sessão consecutiva, tendo já mesmo tocado no valor mais alto face à divisa norte-americana desde 14 de Março. Nesta altura o euro está a valorizar 0,28% para 1,2388 dólares.

Já o dólar está a perder terreno pelo segundo dia seguido no índice da Bloomberg que mede a evolução da moeda americana num cabaz com inclui as principais divisas mundiais. O dólar continua a ser pressionado pelo receio dos investidores quanto às consequências das taxas aduaneiras impostas pelos Estados Unidos às importações oriundas da China.  

Petróleo alivia de fortes ganhos

O petróleo está a negociar em queda nos mercados internacionais, com o alívio dos receios em torno dos riscos geopolíticos, depois de a Arábia Saudita ter interceptado mísseis balísticos disparados pelas forças houthis no Iémen.

 

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 0,52% para 65,54 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, cai 0,41% para 70,16 dólares.

 

Na semana passada, o petróleo registou a maior subida semanal desde Julho, devido às preocupações relacionadas com uma potencial disrupção no fornecimento na Arábia Saudita, e com a postura que será adoptada pelo novo conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos, John Bolton, em relação ao Irão.

 

Ouro em máximos de seis semanas

Apesar de nesta altura o metal precioso estar a depreciar ténues 0,05% para 1.346,66 dólares por onça, o ouro já tocou esta manhã no valor mais alto desde 19 de Fevereiro. Isto depois de na semana passada a matéria-prima ter registado a maior valorização semanal desde Setembro.

A incerteza em torno do impacto das medidas proteccionistas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está a contribuir para a desvalorização do dólar o que, por sua vez, reforça o valor do ouro enquanto activo de refúgio.

 




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