Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas recuperam ligeiramente. Euro a caminho da pior semana desde o início de julho

Abertura dos mercados: Bolsas recuperam ligeiramente. Euro a caminho da pior semana desde o início de julho

As bolsas estão a subir após fortes quedas. Já o euro continua a ceder face ao dólar na expectativa de que o BCE corte os juros em setembro.
Abertura dos mercados: Bolsas recuperam ligeiramente. Euro a caminho da pior semana desde o início de julho
Reuters
Tiago Varzim 16 de agosto de 2019 às 09:08
Os mercados em números
PSI-20 sobe 0,73% para 4.752,86 pontos
Stoxx 600 valoriza 0,71% para 367,7 pontos
Nikkei avança 0,06% para 20.418,81 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 0,2 pontos base para 0,067%
Euro recua 0,2% para 1,1085 dólares
Petróleo em Londres avança 1,18% para 58,92 dólares o barril

Bolsas europeias recuperam, mas estão perto de acumular três semanas de quedas 
A negociação na Europa começou com o pé direito nesta sexta-feira, 16 de agosto, após o principal índice ter atingido mínimos de fevereiro na sessão de ontem. Tinham sido as palavras de Olli Rehn a aprofundar as quedas das bolsas na Europa. O governador do Banco da Finlândia disse em entrevista que quer um Banco Central Europeu (BCE) ousado com medidas "significativas e impactantes" na reunião de setembro que surpreendam os mercados e ajudem a contrariar a tendência de desaceleração económica.

Além disso, a sessão tinha sido marcado pelo endurecer do discurso da China face aos EUA. As autoridades chinesas afirmaram que terão de aplicar as "retaliações necessárias" face ao anúncio norte-americano de mais tarifas a 1 de setembro, ainda que Donald Trump tenha adiado esta semana a aplicação dessas tarifas em alguns bens para 15 de dezembro. 

"Nesta última sessão da semana, os investidores irão acompanhar os desenvolvimentos relativos ao conflito comercial entre os EUA e a China, bem como ao comportamento do mercado de dívida", antecipavam os analistas do BPI no diário de bolsa. Neste momento, o Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, sobe 0,71% para os 367,7 pontos. Contudo, o saldo semanal deverá ser negativo, o que significa que o índice acumulará três semanas consecutivas de quedas.

Em Lisboa, a bolsa também segue em alta ao valorizar 0,73% para 4.752,86 pontos, após ter atingido mínimos de janeiro e apagado todos os ganhos registados em 2019.

Juros japoneses em mínimos de dois anos. Na Europa, juros sobem ligeiramente
Ontem os juros associados às obrigações soberanas na Europa desceram para níveis nunca antes vistos. Os juros alemães tornaram-se ainda mais negativos, os juros italianos desceram vertiginosamente, os juros espanhóis a dez anos aproximaram-se de 0% e no mesmo caminho estiveram os juros portugueses a dez anos, que baixaram dos 0,1% pela primeira vez.

Mais tarde, os juros japoneses também reagiram à corrida às obrigações com uma queda no prazo a dez anos para os -0,255%, atingindo um mínimo de dois anos. Na Nova Zelândia, os juros a dez anos negociaram abaixo dos 1% pela primeira vez, após na semana passada o banco central do país ter cortado os juros em 50 pontos base para os 1%.

Só nesta semana o mundo ficou com mais um biliões de dólares de dívida com juros negativos. Ao todo são 16,7 biliões de dólares de dívida com juros negativos.

Hoje os juros estão a subir ligeiramente. No caso de Portugal, os juros a dez anos estão a avançar 0,2 pontos base para os 0,067%.

Euro a caminho da pior semana desde o início de julho
A divisa europeia está a cair pela quarta sessão consecutiva, caminhando para a sua pior semana desde o início de julho. Em causa estão os comentários de Olli Rehn, governador do Banco da Finlândia (que tem assento no comité de política monetária do BCE), sobre as próximas medidas de estímulo do Banco Central Europeu (BCE). Caso os juros desçam, o euro tenderá a desvalorizar.

Esta semana o euro acumula uma desvalorização de 1% face ao dólar. Na sessão de hoje a queda é de 0,2% para os 1,1085 dólares. Face à libra, o euro também está a ceder, acumulando cinco sessões consecutivas de quedas, o maior ciclo de perdas desde janeiro. 

Petróleo a caminho da primeira subida semanal num mês
No arranque da sessão a cotação do barril está a recuperar mais de 1%, após fortes quedas nas últimas sessões. A manter esta subida, o petróleo caminho para a primeira subida semanal num mês, resistindo ao aumento dos stocks nos EUA e ao impacto da desaceleração económica na procura futura.

Esta sexta-feira, 16 de agosto, será conhecido o o relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), o que deverá afetar a evolução do preço desta matéria-primeira. O petróleo tem tido altos e baixos com os investidores a digerirem as novidades da disputa comercial entre os EUA e a China, assim como os compromissos da OPEP, principalmente da Arábia Saudita, o seu maior produtor e exportador.

Neste momento, o WTI, negociado em Nova Iorque, valoriza 1,29% para os 55,17 dólares ao passo que o Brent, negociado em Londres e que serve de referência para as importações portuguesas, avança 1,18% para os 58,92 dólares.

Futuros do ouro acumulam seis semanas de ganhos
O metal precioso mantém a sua ascensão enquanto ativo de refúgio. De acordo com a Bloomberg, os futuros do ouro estão a caminho da sexta semana de ganhos, o melhor ciclo em mais de três anos. 

O ouro está em máximos de seis anos ao beneficiar da incerteza relativa ao comércio internacional e ao crescimento mundial. O metal precioso tem sido também beneficiado pelas aquisições dos bancos centrais, que têm reforçado as suas reservas de ouro, e pelos ETFs baseados em ouro. 

Numa sessão em que as bolsas recuperam ligeiramente, o ouro está a cair 0,54% para os 1.515,08 dólares por onça.



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