Mercados num minuto Abertura dos mercados: China derruba bolsas e petróleo em Londres abaixo dos 60 dólares

Abertura dos mercados: China derruba bolsas e petróleo em Londres abaixo dos 60 dólares

Os sinais renovados de abrandamento da segunda maior economia do mundo a e ansiedade com a votação do Brexit no parlamento britânico estão a conduzir as bolsas europeias para o vermelho e o Brent em Londres a negociar abaixo dos 60 dólares por barril.
Abertura dos mercados: China derruba bolsas e petróleo em Londres abaixo dos 60 dólares

Os mercados em números 

PSI-20 desce 0,35% para 4.941,06 pontos

Stoxx 600 recua 0,6% para 347,1 pontos

Juro da dívida portuguesa a dez anos estável nos 1,706%

Euro valoriza 0,08% para 1,1478 dólares

Petróleo em Londres desce 1,34% para os 59,67 dólares

  

Exportações chinesas penalizam bolsas europeias

As bolsas europeias arrancaram a semana em terreno negativo, copiando o desempenho das praças asiáticas, com o sentimento dos investidores a ser penalizado pelos dados económicos negativos na China e pela ansiedade com a votação do acordo de Theresa May para o Brexit no Parlamento britânico, que tem chumbo à vista.

 

O Stoxx600 cede 0,6% para 347,1 pontos, depois da China ter revelado que as exportações em dezembro recuaram 4,4%, na maior queda dos últimos dois anos, evidenciando o abrandamento da economia e os efeitos da guerra comercial com os Estados Unidos.

A contribuir para o dia vermelho nas bolsas está a expectativa de chumbo do acordo para o Brexit no Parlamento britânico e a crise política na Grécia, depois do primeiro-ministro Alexis Tsipras ter solicitado uma moção de confiança devido à quebra da coligação que suportava o seu governo.

 

As tecnológicas e fabricantes de artigos de luxo são as cotadas que mais pressionam os índices europeus, sendo que estas últimas são das mais expostas ao mercado chinês. As ações da LVMH, Hermes e Gucci desvalorizam mais de 1%.

 

Em Lisboa o PSI-20 segue o desempenho negativo, com uma queda de 0,35% para 4.941,06 pontos. O índice está a ser pressionado sobretudo pelo BCP e pela Jerónimo Martins.

 

Libra estável à espera do voto no Parlamento

No mercado cambial as atenções estão centradas no Brexit, sendo que a libra segue pouco alterada (-0,1% para 1,2837 dólares) numa altura em que é dado como quase certo que o acordo de Theresa May para o Brexit não tem pernas para andar.

 

A primeira-ministra deverá hoje voltar a alertar para as consequências nefastas deste previsível chumbo, sendo que a União Europeia já mostrou abertura para adiar a saída do Reino Unido para julho

 

Contra as restantes moedas, o dólar continua a perder valor, como índice da moeda norte-americana a desvalorizar 0,1%. O euro avança 0,08% para 1,1478 dólares.

 

Juros da Grécia inalterados apesar de crise política

A crise política na Grécia está para já a ter pouco impacto nos juros da dívida do país, com a "yield" das obrigações a 10 anos estável nos 4,3%. O primeiro-ministro Alexis Tsipras revelou no domingo que vai solicitar uma moção de confiança depois de um dos partidos ter abandonado a coligação que apoia o seu governo. O aumento da probabilidade de eleições antecipadas surge numa altura em que a Grécia se está a preparar para realizar uma emissão sindicada de dívida.

 

No mercado de dívida soberana, os juros das obrigações alemãs a 10 anos cede 1,5 pontos base para 0,224% e a "yield" dos títulos de Portugal está estável em 1,706%.

Petróleo desce dos 60 dólares

O barril de Brent, referência para a Europa e negociado em Londres, desvaloriza 1,34% para os 59,67 dólares, descendo da fasquia dos 60 dólares que voltou a alcançar na quarta-feira da semana passada. A matéria-prima desce pela segunda sessão consecutiva, numa altura que o apetite pelo risco diminui e a dimensão necessária para os cortes na produção previstos pela Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) está envolta em incerteza, tendo em conta o aumento da produção nos Estados  Unidos. O WTI em Nova Iorque desce 1,26% para 50,94 dólares e o Brent, que transaciona em Londres, desvaloriza 1,17% para 59,77 dólares. 

Minério de ferro de qualidade escapa a abrandamento chinês
Com o abrandar das importações chinesas, muitos bens sofrem um declínio na procura. O minério de ferro é uma das vítimas. "Há uma quebra na procura por minério de menor grau (de ferro)", explica um analista em declarações à Bloomberg. Contudo, há uma estirpe de minério vencedora: "a procura por minério de alto grau mantém-se forte", aponta o mesmo analista. O minério com 62% de ferro atingiu os 74,70 dólares esta segunda-feira, o preço mais alto desde Novembro. A sustentar esta diferença estão os esforços da segunda maior economia do mundo em tornar-se mais amiga do ambiente, o que leva a optar por materiais menos prejudiciais ecologicamente, como é o caso do minério com maior grau de ferro.




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