Mercados num minuto Abertura dos mercados: Eleições em Itália e acordo na Alemanha condicionam juros e euro

Abertura dos mercados: Eleições em Itália e acordo na Alemanha condicionam juros e euro

As bolsas europeias seguem com variações muito ligeiras, numa altura em que as taxas de juro italianas estão a registar o maior agravamento semanal no ano e em que o euro está a cair, ambos a reflectirem as incertezas geradas pela aproximação das eleições em Itália e pelo referendo no SPD sobre o acordo para formar governo com o partido de Angela Merkel.
Abertura dos mercados: Eleições em Itália e acordo na Alemanha condicionam juros e euro

Os mercados em números

PSI-20 cai 0,09% para 5.445,67 pontos

Stoxx 600 recua 0,02% para 380,26 pontos

Nikkei valorizou 0,72% para 21.891,78 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 0,7 pontos base para 2,019%

Euro desce 0,10% para 1,2318 dólares

Petróleo recua 0,29% para 66,20 dólares por barril em Londres

 

Bolsas entre ganhos e perdas ligeiras

As bolsas europeias seguem esta última sessão da semana a oscilar entre ganhos e perdas ligeiros. À semelhança do acumulado da semana. A marcar este período está, sobretudo, as incertezas sobre a política monetária nos EUA, mas também potenciais mudanças na Zona Euro. Isto porque depois da nomeação de Luís de Guindos para vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) começou a especular-se que o substituto de Mario Draghi, na liderança da instituição, será alguém de uma das grandes economias (Alemanha ou França), o que leva a que se especule que num futuro próximo o BCE poderá seguir uma política menos expansionista. O mesmo é dizer, uma política de juros mais elevados.

 

O Stoxx600 segue a recuar 0,02% para 380,26 pontos, enquanto no acumulado da semana a queda é de 0,08%. Já na bolsa nacional, o PSI-20 recua 0,09% para 5.445,67 pontos nesta última sessão, elevando para 1% a desvalorização semanal.

 

Juros de Itália com a maior subida semanal do ano

A aproximação das eleições legislativas em Itália está a ter repercussões no mercado de dívida. Apesar de o agravamento semanal dos juros não ser muito elevado, é o maior desde o final do ano passado. No acumulado da semana, a taxa de juro associada à dívida a 10 anos está a subir 7,8 pontos base para 2,063%. As eleições em Itália vão realizar-se no dia 4 de Março, faltando assim cerca de uma semana para o acto eleitoral.

 

Também no dia 4 de Março serão conhecidos os resultados do referendo interno no SPD, de Martin Schulz, sobre o acordo alcançado com o partido de Angela Merkel para formar governo. Algo que também está a criar algum impasse entre os investidores.

 

No que se refere aos juros portugueses, a "yield" das obrigações portuguesas a 10 anos está a descer 0,7 pontos base esta sexta-feira para 2,019%. Já a taxa da dívida alemã com a mesma maturidade está a cair 2,1 pontos para 0,685%, o que volta a colocar o prémio de risco da dívida nacional acima dos 130 pontos base.

 

Euro em queda com investidores de olhos posto em Itália e Alemanha

A moeda da Zona Euro está em queda contra o dólar, aproximando-se da segunda maior queda semanal em quase quatro meses – por esta altura acumula uma perda semanal de 0,70% - antes de uma semana importante para o mercado cambial, com as eleições e Itália e as decisões quanto ao futuro político na Alemanha, de acordo com a Reuters. 

 

Além disso, os investidores podem estar ainda a divergir as actas relativas ao último encontro do Banco Central Europeu, nas quais se percebe que a autoridade monetária concluiu ser prematuro alterar comunicação sobre estímulos.

Por esta altura, o euro desce 0,10% para 1,2318 dólares.

 

Petróleo em queda ligeira

Os preços do petróleo estão em queda ligeira nos mercados internacionais, apesar de o mercado saber que as reservas norte-americanas caíram na semana passada. A produção norte-americana de crude está em níveis recorde mas, por outro lado, as exportações estão também a cresceram para o valor mais elevado em quatro meses.

 

O West Texas Intermediate desce 0,19% para 62,65 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, cai 0,29% para 66,20 dólares por barril.

 

Fed leva o ouro para queda semanal

O metal amarelo está a descer 0,17% para 1.329,77 dólares por onça. Além disso, o ouro está próximo de registar a terceira queda semanal em quatro semanas. O dólar tem estado a subir face a várias moedas, o que tem penalizado o ouro, que é considerado um activo de refúgio.

A moeda norte-americana tem estado a ser suportada pelas minutas relativas ao último encontro da Reserva Federal dos Estados Unidos. No documento é manifestada alguma preocupação sobre o facto de a inflação poder desapontar mas, por outro lado, é também notado que as perspectivas para o crescimento económico aumentaram. 




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