Mercados num minuto Abertura dos mercados: Europa apreensiva com guerra comercial e Itália. Prata em máximos

Abertura dos mercados: Europa apreensiva com guerra comercial e Itália. Prata em máximos

Os focos de incerteza mantêm-se e fazem os investidores recuar: a guerra comercial entre os Estados Unidos e China, a incerteza política em Itália e os receios de recessão voltam a abalar as bolsas.
Abertura dos mercados: Europa apreensiva com guerra comercial e Itália. Prata em máximos
Bloomberg

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,1% para 4.801,85 pontos

Stoxx 600 perde 0,32% para 372,42 pontos

Nikkei valorizou 0,11% para 20.479,42 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos aliviam 0,6 pontos base para os 0,102%

Euro recua 0,05% para os 1,1084 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,92% para os 60,06 dólares o barril

 

Fantasma da recessão continua a assombrar investidores

As bolsas europeias iniciaram o dia em queda, com os investidores a continuarem a refletir a incerteza sobre o desfecho da guerra comercial e do seu impacto na evolução económica. Os receios em torno da aproximação de uma nova recessão económica são os principais responsáveis pelo pessimismo dos investidores.

A contribuir para a queda das bolsas está ainda a incerteza em relação a Itália, cujas conversações para se formar um novo Governo continuam.

 

O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, está a perder 0,32% para 372,42 pontos.


Na bolsa nacional, o PSI-20 ainda arrancou a sessão em alta, mas não conseguiu manter-se em terreno positivo, seguindo a perder 0,1% para 4.801,85 pontos.

Juros de Itália sobem após descida abrupta

Depois de uma quebra de quase 20 pontos base na última sessão, os juros italianos a dez anos sobem 2,4 pontos base para os 1,159%, numa altura em que permanece a incerteza política. Esta quarta-feira, continuam as negociações com o objetivo de formar uma nova coligação governativa, depois de, ao longo do dia de ontem, terem sido revelados vários pontos de divergência entre os dois partidos que protagonizam as conversações.

Por cá, os juros portugueses para a mesma maturidade aliviam 0,6 pontos base para os 0,102%, caindo pela segunda sessão consecutiva. Na Alemanha, o movimento é equivalente, com estes juros a recuarem 1,5 pontos base para -0,710%. Desta forma, o prémio da dívida portuguesa face à germânica está nos 81,2 pontos base.

Dólar ganha com tensões EUA-China

O dólar beneficia do estatuto de ativo refúgio e acaba por ganhar com as tensões comerciais, que se mantêm por resolver, entre os Estados Unidos e a China. A moeda única europeia perde 0,05% para os 1,1084 dólares, mas há divisas a serem mais penalizadas pelo contexto de disputa. As divisas "irmãs" da Austrália e Nova Zelândia, conhecidas por Aussie e o Kiwi, estão a cair 0,2% para os 0,6738 dólares e 0,4% para os 0,6337 dólares, respetivamente.

Quebra nos inventários dá força ao petróleo

O barril de Brent, referência na Europa, segue com uma valorização de 0,92% para os 60,06 dólares, contando assim a segunda sessão consecutiva de ganhos. A impulsionar as cotações está o relatório do Instituto americano de Petróleo, no qual foi divulgada uma quebra acima do esperado nos inventários dos Estados Unidos.

Prata em máximo de mais de dois anos

A prata segue a valorizar 0,65% para os 18,3193 dólares por onça, a quarta sessão de subida consecutiva. O metal precioso já tocou mesmo um máximo de abril de 2017, na sequência de uma subida de 0,79%.




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