Mercados num minuto Abertura dos mercados: Europa desce após seis sessões em alta. Rússia pressiona petróleo

Abertura dos mercados: Europa desce após seis sessões em alta. Rússia pressiona petróleo

As bolsas europeias têm beneficiado com os bons resultados das cotadas, estando agora a corrigir numa altura em que atenções centram-se na reunião da Reserva Federal. O dólar está em alta e as declarações da Rússia pressionam a cotação do petróleo.
Abertura dos mercados: Europa desce após seis sessões em alta. Rússia pressiona petróleo
Reuters
Os mercados em números
PSI-20 desce 0,72% para os 5.069,78 pontos
Stoxx 600 desvaloriza 0,39% para os 397,42 pontos
Nikkei subiu 0,47% para os 22.974,13 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 1,4 pontos base para os 0,233%
Euro desvaloriza 0,17% para 1,1081 dólares
Petróleo em Londres desvaloriza 0,63% para 61,18 dólares o barril

Bolsas europeias afastam-se de máximos de janeiro de 2018
As bolsas europeias arrancaram esta terça-feira, 29 de outubro, em terreno negativo. Esta queda contrasta com o otimismo que se registou nas últimas sessões. O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, está a descer 0,39% para os 397,42 pontos, após seis sessões consecutivas em alta.

Ontem o S&P 500 atingiu máximos históricos ao mesmo tempo que houve um "sell-off" nas obrigações soberanas. A contribuir para este otimismo dos investidores face às ações estão os avanços que se registam nas negociações comerciais entre os EUA e a China dado que os dois países deverão assinar um acordo comercial no próximo mês.

Além disso, a época de resultados tem trazido, na generalidade, boas notícias tanto nos EUA como na Europa. "Mesmo considerando que a fasquia colocada pelos analistas era relativamente baixa (aponta para uma flexão de 2,80% nos lucros das empresas do Stoxx 600), 52% das empresas têm reportado lucros superiores ao antecipado", escrevem os analistas do BPI no comentário de bolsa de hoje. 

Exemplo disso é a empresa petrolífera britânica, a BP, que divulgou resultados antes do início da sessão. Os lucros da BP superaram as previsões dado que a refinação superou o efeito negativo da queda da cotação do barril. Apesar dos resultados acima do esperado, as ações da cotada também estão em ligeira queda neste momento.

Os mercados aguardam agora pela decisão da Reserva Federal que será anunciada esta quarta-feira, 30 de outubro. A expectativa de praticamente todos os analistas é que a Fed desça os juros pela terceira vez consecutiva este ano. 

Em Lisboa, o PSI-20 desce 0,72% para os 5.069,78 pontos, interrompendo um ciclo de ganhos de quatro sessões consecutivas.

Juros da dívida voltam a descer 
Ontem a tendência nos mercados financeiros tinha sido de subida dos juros da dívida, sendo que a Bloomberg escreveu mesmo que estava em curso um "sell-off" nas obrigações soberanas com os investidores a voltarem a apostar no risco, o que os leva reduzir a sua aposta na dívida. Exemplo disso é que os juros da dívida japonesa a dez anos subiram para máximos de junho. 

No entanto, essa tendência inverteu. Ainda que de forma ligeira, os juros da dívida pública dos países europeus estão a aliviar na sessão de hoje. Os juros portugueses a dez anos estão a descer 1,4 pontos base para os 0,233%.

Os juros italianos a dez anos, que tinham subido de forma expressiva nas últimas duas sessões por causa da vitória do partido de Matteo Salvini em eleições locais, estão a aliviar 1,3 pontos base para os 0,99%. Os juros alemães a dez anos estão a aliviar 1,5 pontos base para os -0,348%. 

Dólar em alta antes da reunião da Fed 

No mercado cambial o dólar está a ganhar terreno às principais divisas mundiais, com o índice da moeda norte-americana a ganhar 0,1% numa altura em que as atenções dos investidores estão centradas na reunião desta quarta-feira da Reserva Federal. O euro desvaloriza 0,17% para 1,1081 dólares.

 

A expectativa dos economistas passa por uma descida da taxa de juro de referência nos Estados Unidos, a terceira consecutiva, uma vez que os dados económicos norte-americanos têm ficado abaixo do esperado. Por outro lado, tanto a China como os EUA anunciaram que a primeira fase do acordo comercial parcial está "praticamente completa", o que deverá ser um fator positivo a pesar na balança da Fed.

 

Rússia pressiona petróleo

As cotações do petróleo estão a desvalorizar pela segunda sessão consecutiva, pressionadas pelas declarações da Rússia sobre cortes na produção. O vice ministro da Energia, Pavel
Sorokin, afirmou esta terça-feira que ainda é cedo para se falar de cortes mais pronunciados na OPEP + (grupo que junta a OPEP e outros produtores), o que segundo a Bloomberg evidencia a falta de capacidade do cartel para manter os níveis de produção num nível suficiente para manter os preços elevados.

 

O Brent negociado em Londres desvaloriza 0,63% para 61,18 dólares e o WTI transacionado em Nova Iorque recua 0,86% para 55,33 dólares.

 

Paládio recua de máximos

O paládio está a corrigir esta terça-feira depois de ter superado pela primeira vez na sua história os 1.800 dólares por onça. Este metal, usado em dispositivos que reduzem as emissões poluentes dos carros, é atualmente uma das "commodities" com melhor desempenho no ano, a beneficiar de um aumento de procura.

 

O ouro, que também tem registado um bom desempenho este ano, está a negociar em alta ligeira, com uma subida de 0,1% para 1.505,79 dólares a onça.




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