Mercados Abertura dos mercados: Europa tímida no verde. Juros portugueses aliviam e quebram nova fasquia

Abertura dos mercados: Europa tímida no verde. Juros portugueses aliviam e quebram nova fasquia

A Europa está com tendência pouco definida, com as várias praças a dispersarem entre o terreno positivo e negativo. Por cá, o destaque vai para os juros, os quais atingem um novo mínimo histórico e cuja taxa desce abaixo dos 0,6%.
Abertura dos mercados: Europa tímida no verde. Juros portugueses aliviam e quebram nova fasquia
Bloomberg
Ana Batalha Oliveira 17 de junho de 2019 às 09:36

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,23% para os 5.118,51 pontos

Stoxx 600 valoriza 0,05% para os 379,00 pontos

Nikkei subiu 0,03% para os 21.124,00 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos recuam 0,9 pontos base para 0,597%

Euro sobe 0,02% para 1,1210 dólares

Petróleo em Londres cai 0,52% para os 61,69 dólares o barril


Europa tímida mas no verde

As principais bolsas europeias dividem-se entre o verde e vermelho, mas o índice de referência e o qual agrega as 600 maiores cotadas do Velho Continente, o Stoxx600, está a valorizar 0,05% para os 379 pontos. As cotadas do setor bancário são as que mais se destacam nos ganhos, ao subir perto de 1%.

A nível internacional, o dia será marcado pelo fim da consulta pública sobre a aplicação de novas tarifas por parte dos EUA a importações chinesas equivalentes a 300 mil milhões de dólares. Isto, numa altura em que as tensões comerciais acusam novos estragos na China: a tecnológica Huawei estará à espera de uma quebra de até 60% nas suas encomendas internacionais na sequência de ter sido integrada na lista negra dos Estados Unidos.

Já Lisboa contrata com a maioria das praças europeias, e o PSI-20 segue a cair 0,23% para os 5.118,51 pontos. A Galp distingue-se no vermelho com perdas acima de 1%, estando a cotar em mínimos de quase dois anos.

Juros portugueses perdem há três sessões

Os juros da dívida portuguesa a dez anos estão a aliviar há três sessões consecutivas. Esta segunda-feira, a desvalorização cifra-se nos 0,9 pontos base, colocando a taxa remuneratória nos 0,597% - mais um mínimo histórico e a primeira vez que os juros registam uma taxa abaixo dos 0,6%. Na Alemanha, a "yield" associada à dívida a 10 anos está a subir 0,1 pontos base para -0,256%.

Euro volta ao verde após três sessões
A moeda única europeia está a valorizar 0,02% para 1,1210 dólares, ganhando o braço de ferro com a divisa norte-americana pela primeira vez em quatro sessões. O dólar está a perder numa altura em que dados económicos favoráveis para os Estados Unidos minam a procura por ativos-refúgio, como é o caso da "nota verde". Além disso, este contexto aumenta a incerteza sobre o que fará a Reserva Federal (Fed). 

 

Petróleo inverte ganhos

O barril de Brent, a referência para a Europa, segue a ceder 0,52% para os 61,69 dólares, invertendo a tendência positiva das últimas duas sessões. O ouro negro perde face à tensão comercial que se mantém entre os Estados Unidos e a China, e que ameaça a procura. Paralelamente, aguarda-se para saber se o cartel dos principais exportadores irá estender os cortes na produção. A reunião acontece na primeira semana de julho e um dos maiores exportadores, a Arábia Saudita, já veio dizer que prevê um acordo nesse mesmo sentido.

 

Ouro afasta-se de máximos

O ouro segue a perder 0,53% para os 1.334,54 dólares por onça, contando a segunda sessão sucessiva de quebras depois de ter atingido um máximo de 14 meses. O metal amarelo retrai depois de terem sido lançados novos dados económicos a semana passada que apontam para que a Reserva Federal americana não necessite de cortar a taxa diretora, tal como se havia demonstrado disponível, abalando desta forma a procura por ativos-refúgio como o ouro.




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