Mercados num minuto Abertura dos mercados: Fed e resultados põem bolsas em máximos de janeiro de 2018

Abertura dos mercados: Fed e resultados põem bolsas em máximos de janeiro de 2018

As bolsas europeias estão divididas entre ganhos e perdas, mas o índice de referência Stoxx600 já tocou máximos de janeiro de 2018. O petróleo estão em alta e os juros em queda por toda a Europa.
Abertura dos mercados: Fed e resultados põem bolsas em máximos de janeiro de 2018
Bloomberg
Rita Faria 31 de outubro de 2019 às 09:36

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,07% para 5.107,59 pontos

Stoxx 600 soma 0,10% para 399,08 pontos

Nikkei valorizou 0,37% para 22.927,04 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos recuam 4,0 pontos para 0,167%

Euro sobe 0,13% para 1,1166 dólares

Petróleo em Londres valoriza 0,51% para 60,92 dólares o barril

 

Índices europeus entre ganhos e perdas ligeiras

As bolsas europeias estão divididas entre ganhos e perdas pouco acentuadas, com os investidores a refletirem uma verdadeira chuva de resultados trimestrais divulgados esta quinta-feira. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, já tocou em máximos de janeiro de 2018 esta manhã, impulsionado sobretudo pelos fortes ganhos de empresas como a ASM International e pela Fiat Chrysler, que dispara mais de 9%, depois da confirmação do acordo de fusão com a PSA.

 

Por outro lado, o mercado está a digerir as mensagens deixadas ontem pelo presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, que anunciou o terceiro corte de juros este ano.

 

Por cá, o PSI-20 desce ligeiros 0,07% para 5.107,59 pontos, pressionado principalmente pela Galp Energia, que desliza 0,96% para 14,415 euros.

 

A pressionar estão também a Nos, que recua 0,37% para 5,34 euros, e a Navigator, que cai 0,75% para 3,192 euros.

 

Juros descem em toda a Europa

Os juros da dívida soberana estão a cair na generalidade dos países do euro, depois de a Reserva Federal dos Estados Unidos ter cortado os juros pela terceira vez, tal como era esperado. A taxa diretora foi cortada para o intervalo entre 1,5% e 1,75%, tal como era esperado.

 

"À luz das implicações dos desenvolvimentos globais para o 'outlook' económico assim como as pressões silenciadas na inflação, o comité decidiu baixar o intervalo do 'target' da taxa dos fundos federais para 1,5% a 1,75%", lê-se na decisão publicada esta quarta-feira, 30 de outubro.

 

Em Portugal, os juros da dívida a dez anos descem 4,0 pontos para 0,167%, enquanto em Espanha a queda é de 3,9 pontos para 0,236%. Em Itália, a yield associada às obrigações a dez anos recua 4,8 pontos para 0,939% e na Alemanha desce 4,0 pontos para -0,397%.

 

Dólar cai pela quarta sessão

O índice que mede o desempenho do dólar face às principais divisas mundiais está a cair pela quarta sessão consecutiva, penalizado pela decisão da Fed de voltar a descer os juros.

 

Jerome Powell, presidente da Fed, anunciou o corte da taxa de referência para o intervalo entre 1,5% e 1,75%, e indicou que não deverá haver subidas em breve.

 

Apesar de ter dito na conferência de imprensa que os riscos desencadeados pela disputa comercial e pelo Brexit tinham atenuado recentemente, o presidente da Reserva Federal considerou que os "ajustamentos substanciais" feitos este ano colocam a política monetária na posição "apropriada" para o futuro e antecipou que será "preciso haver uma subida significativa da inflação antes de uma subida dos juros". "Não estamos a pensar nisso agora", clarificou.

 

A nota verde cai 0,33%, enquanto o euro sobe 0,13% para 1,1166 dólares.

 

Petróleo sobe 0,5%

O petróleo está a subir cerca de 0,5% nos mercados internacionais, depois de ter sido encerrado um oleoduto que alimenta Cushing, o ponto de entrega do WTI, devido a um derramamento.

 

Este corte de abastecimento está a impulsionar as cotações e a anular o efeito nos preços da subida dos inventários nos Estados Unidos.

 

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, ganha 0,54% para 55,36 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, soma 0,51% para 60,92 dólares.

 

Ouro "aplaude" corte dos juros

O ouro está a valorizar pela segunda sessão consecutiva, a beneficiar da descida dos juros nos Estados Unidos. O metal precioso soma 0,3% para 1.500,17 dólares por onça.




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