Mercados num minuto Abertura dos mercados: Fed provoca ganhos tímidos nas bolsas, no euro e nos juros

Abertura dos mercados: Fed provoca ganhos tímidos nas bolsas, no euro e nos juros

As bolsas europeias iniciaram o dia com ganhos ligeiros, a refletir as medidas da Fed, bem como as perspetivas deixadas pelo banco central.
Abertura dos mercados: Fed provoca ganhos tímidos nas bolsas, no euro e nos juros
Reuters
Sara Antunes 19 de setembro de 2019 às 09:15

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,16% para 4.999,84 pontos

Stoxx 600 avança 0,17% para 390,08 pontos

Nikkei valorizou 0,38% para 22.044,45 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos crescem 1 ponto base para 0,243%

Euro aprecia 0,11% para 1,1042 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,13% para 63,68 dólares o barril

 

Bolsas europeias sobem após Fed

As bolsas europeias seguem com ganhos ligeiros, numa altura em que os investidores estão a refletir as medidas tomadas pela Reserva Federal, que ontem anunciou um corte de 25 pontos base na taxa de juro diretora. Com esta descida a taxa dos EUA ficou no intervalo entre 1,75% e 2%, tal como já era antecipado.

 

O presidente da Fed, Jerome Powell, admitiu aplicar novas medidas, caso a economia mostre necessidade. Ainda assim, a divisão entre os membros da Fed acabou por ditar algum desconforto entre os investidores, que receiam que a autoridade monetária dos EUA assuma uma postura cautelosa em relação a novas medidas.

 

Assim, o Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, sobe 0,17% para 390,08 pontos, numa altura em que o setor bancário é o que se destaca mais, com ganhos superiores a 1%.

 

O PSI-20 segue uma tendência semelhante, subindo 0,16% para 4.999,84 pontos, com o BCP a ganhar quase 1%.

Juros com ganhos ligeiros

As taxas de juro na Europa seguem igualmente com ganhos ligeiros, acompanhando a evolução dos juros nos EUA, com os investidores a recearem que a Fed não vá tão longe nas medidas de estímulo como o desejado pelos mercados.

 

A "yield" associada à dívida portuguesa a 10 anos sobe 1 ponto base para 0,2463%, enquanto a taxa da dívida alemã com o mesmo prazo cresce 1,7 pontos para -0,498%.

 

Euro sobe

Depois de a Fed ter confirmado o corte de juros de 25 pontos base nos EUA e de Powell ter deixado a porta aberta para mais medidas, o dólar está a desvalorizar. Assim, o euro ganha 0,11% para 1,1042 dólares.

 

Arábia Saudita mantém petróleo em alta

O início da semana foi marcado por uma subida muito acentuada dos preços do petróleo devido aos ataques realizados à Saudi Aramco. Esses ataques provocaram um corte de produção da Arábia Saudita para metade, o que corresponde a menos 5% de fornecimento mundial.

 

A perspetiva de uma recuperação mais célere do que o que se previa acabou por fazer inverter os preços do petróleo, que registaram quedas acentuadas. Ainda assim, as próximas semanas serão marcadas por uma produção menor, o que acaba por condicionar a negociação da matéria-prima.

 

O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, sobe 0,13% para 63,68 dólares.

 

Ouro volta a aproximar-se dos 1.500 dólares

O ouro continua a beneficiar da incerteza que impera, quer ao nível dos bancos centrais, quer ao nível da evolução da economia, assim como de focos de instabilidade como o Brexit ou a guerra comercial. Assim, o metal precioso regista um ganho ligeiro para 1.494,56 dólares por onça.




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