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Abertura dos mercados: Forte queda na bolsa chinesa arrasta praças europeias

As bolsas europeias estão a caminho de registar a pior semana do ano, devido aos sinais mais fortes de travagem do crescimento da economia mundial. Petróleo também está em queda e o euro recupera.

Bloomberg
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Mercados em números
PSI-20 cede 0,62% para 5.207,33 pontos
Stoxx600 desvaloriza 0,61% para 371,61 pontos
Nikkei desceu 2,01% para 21.025,56 pontos
"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 1,6 pontos base para 1,358%

Euro valoriza 0,13% para 1,1208 dólares

Petróleo desvaloriza 1,22% para os 65,50 dólares por barril em Londres 

 

Queda de 4% na bolsa chinesa contagia praças europeias

As bolsas europeias arrancaram a última sessão da semana em queda, penalizadas pela desvalorização registada na bolsa chinesa, que foi a mais intensa em cinco meses.

 

O CSI300 cedeu 4% para 3.657,58 pontos e o Shanghai Composite fechou a cair 4,4% para 2.969,86 pontos, sendo que ambos os índices chineses registaram a pior sessão desde 11 de outubro de 2018.

 

Os operadores de mercado citados pelas agências internacionais defendem que este é um movimento de correção (as bolsas chinesas acumulavam ganhos de 20% em 2019) e que se deve também a medidas adotadas pelo regulador chinês para travar a formação de uma bolha no mercado de ações.

 

Os dados económicos também contribuíram para a forte descida das ações chinesas, já que as exportações em fevereiro desceram mais de 20%. Esta foi a maior queda em três anos e deve-se sobretudo aos feriados de fim de ano e incerteza quanto ao acordo comercial com os Estados Unidos.

 

O contágio da China e mais dados económicos negativos na Europa explicam a abertura em terreno negativo das praças europeias, que se preparam para registar esta semana o pior desempenho do ano. O Stoxx600 desce 0,61% para 371,61 pontos, sendo que o sentimento negativo se agravou depois de a Alemanha ter anunciado que as encomendas à indústria registaram em janeiro a queda mais acentuada em sete meses. Desceram 2,6% quando os economistas apontavam para um aumento de 0,5%, o que espelha o mau momento da maior economia europeia.

 

Já ontem os mercados acionistas tinham evoluído em terreno negativo pressionados pelo pessimismo do BCE com a economia europeia.

 

A bolsa de Lisboa acompanha este sentimento negativo, com o PSI-20 a ceder 0,62% para 5.207,33 pontos, numa altura em que apenas uma cotada do índice está em alta. Trata-se da Nos, que reage em alta ao anúncio de aumento dos lucros e do dividendo.

 

Euro recupera de mínimo de 20 meses

Se nas bolsas o vermelho continua a dominar, no mercado cambial a sessão está a ser de recuperação. O euro soma 0,13% para 1,1208 dólares depois de ontem ter tocado em mínimos de 20 meses nos 1,1177 dólares.

 

Ontem, o Banco Central Europeu cortou significativamente as previsões de crescimento da Zona Euro para 2019, assegurou que não vai subir os juros até ao final de 2019 e anunciou um novo programa de financiamento para a banca europeia com início em setembro.

 

Estas notícias penalizaram fortemente a moeda europeia, sendo que hoje a atenção dos investidores está centrada na divulgação do relatório do emprego de fevereiro por parte do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.

Juros de Portugal sobem após mínimo histórico

As medidas anunciadas pelo BCE na quinta-feira também tiveram um forte impacto no mercado de dívida soberana europeu, sendo que os juros das obrigações portuguesas a 10 anos caíram 8 pontos base para um novo mínimo histórico. Hoje a "yield" está a subir 1,6 pontos base para 1,358%, enquanto a taxa das bunds alemãs a 10 anos está estável nos 0,067%.   

 

Petróleo tropeça com mais pessimismo no crescimento 

O corte de previsões do Banco Central Europeu para a Zona Euro em 2019 está a ter efeitos também no mercado petrolífero. Uma maior travagem económica significará que haverá uma menor procura por petróleo. Essa expectativa está a penalizar a cotação do barril. 

 

Além disso, os mercados continuam preocupados com a capacidade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) de reduzir a oferta para puxar pelos preços. Os investidores aguardam agora o relatório mensal da OPEP para saber se o acordo negociado está a ser cumprido. 

 

Depois de subir durante quatro sessões, o WTI, negociado em Nova Iorque, desvaloriza 0,95% para os 56,12 dólares. Já o Brent, negociado em Londres, que serve de referência para as importações portuguesas, desvaloriza 1,22% para os 65,50 dólares. Estas quedas não devem, porém, colocar em causa a valorização semanal do petróleo. Desde o início do ano, a cotação do barril acumula ganhos superiores a 20%.

 

Ouro com maior subida em duas semanas

O "metal precioso" está a subir 0,66% para os 1.294,12 dólares por onça, registando a maior subida em duas semanas e recuperando após ter estado próximo de mínimos de cinco semanas. 

 

O ouro está a beneficiar do seu estatuto de "ativo de refúgio" enquanto os investidores aguardam pelos dados mensais do emprego nos Estados Unidos.

 

Neste momento intensificaram as preocupações relacionadas com a desaceleração económica após o corte das previsões para a Zona Euro por parte do BCE e a queda acentuada das bolsas na China.

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