Mercados num minuto Abertura dos mercados: Guerra comercial no horizonte deixa Europa com perdas de 1%

Abertura dos mercados: Guerra comercial no horizonte deixa Europa com perdas de 1%

O anúncio de que os Estados Unidos vão aplicar tarifas sobre as importações de aço e alumínio está a alimentar os receios de uma guerra comercial, penalizando as acções. Também o dólar e o petróleo estão em queda.
Abertura dos mercados: Guerra comercial no horizonte deixa Europa com perdas de 1%
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desce 1,16% para 5.313,74 pontos

Stoxx 600 recua 0,96% para 371,28 pontos

Nikkei desvalorizou 2,5% para 21.181,64 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem1,2 pontos para 1,935%

Euro sobe 0,06% para 1,2274 dólares

Petróleo em Londres recua 0,02% para 63,82 dólares o barril

Ameaça de guerra comercial arrasta bolsas para as perdas

As principais praças europeias estão em queda, em linha com o registado na Ásia, penalizadas pelos receios de uma guerra comercial. Os Estados Unidos anunciaram ontem que pretendem aplicar tarifas às importações de aço e de alumínio. O presidente Donald Trump só deverá assinar estas medidas na próxima semana. Contudo, vários parceiros comerciais já fizeram saber que vão responder a esta decisão norte-americana.

Da parta da União Europeia, a comissária europeia com a tutela do Comércio, avançou que Bruxelas vai considerar a possibilidade de impor as suas próprias tarifas de "salvaguarda" sobre as importações de aço e de alumínio. Em entrevista ao Financial Times, Cecilia Malmstrom disse, ainda assim, que a Comissão Europeia vai esperar pelo anúncio formal por parte dos EUA destas tarifas para tomar uma acção.

Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, em comunicado citado pela CNBC, disse que a União vai "reagir firmemente e proporcionalmente" para defender os seus interesses. Considerando que a imposição de tarifas vai agravar os problemas do sector, Juncker garantiu que a Europa não vai ficar parada "enquanto a nossa indústria é afectada por medidas injustas que colocam milhares de empregos europeus em risco.

E o Canadá já defendeu que estas medidas são prejudiciais e "inaceitáveis".

O Stoxx 600, índice de referência na Europa, desce 0,96%. O índice holandês é o que mais desce na Europa, seguido pelo germânico DAX – recua 1,41% - e pelo francês CAC40 – que recua 1,37%. Em Lisboa, o PSI-20 perde 1,16%, penalizado nomeadamente pelo BCP (-1,91% para 29,3 cêntimos) e Jerónimo Martins (-1,72% para 15,135 euros).

 

Juros da dívida descem na Zona Euro

Os juros da dívida portuguesa estão em queda em todas as maturidades, acompanhando a tendência que se estende à generalidade dos países do euro. A yield associada às obrigações portuguesas a dez anos desce 1,2 pontos para 1,935%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, o alívio é de 1,7 pontos para 1,490%.

 

Na Alemanha, os juros deslizam 2,4 pontos para 0,620%, e em Itália recuam 1,9 pontos para 1,928%, dois dias antes das eleições agendadas para este domingo.

 

Dólar cai pelo segundo dia

A ameaça de uma guerra comercial também está a penalizar o dólar norte-americano, que perde 0,17% face às principais congéneres mundiais, depois de já ontem ter deslizado 0,32%.

 

Em Fevereiro, a divisa dos Estados Unidos registou uma valorização mensal pela primeira vez desde Outubro, animada pelas estimativas optimistas para a economia norte-americana e pela perspectiva de uma subida mais rápida dos juros por parte da Reserva Federal dos Estados Unidos.

 

O euro sobe 0,06% para 1,2274 dólares

 

Petróleo a caminho de queda semanal

O petróleo está em queda ligeira nos mercados internacionais, preparando-se para completar, esta sexta-feira, a primeira semana de perdas desde o início de Fevereiro, devido aos receios em torno do crescimento da produção nos Estados Unidos, que ameaça reverter os efeitos dos cortes na produção da OPEP.

 

Nesta altura, o Brent, negociado em Londres, desce 0,02% para 63,82 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), transaccionado em Nova Iorque, desliza 0,21% para 60,86 dólares, naquela que é já a quarta sessão consecutiva de perdas.

 

"O aumento da produção e das reservas dos Estados Unidos, juntamente com a subida do dólar, tiveram impacto nos preços do petróleo esta semana", sintetiza Ahn Yea Há, analista da Kiwoom Securities, citado pela Bloomberg. "Trump também afectou o mercado, mas os preços não deverão cair muito além deste nível, com a OPEP a cumprir os cortes acordados".

 

Ouro a caminho da quarta semana de perdas em cinco

O ouro está pouco alterado esta sexta-feira, mas prepara-se para completar a quarta semana de quedas em cinco, penalizado pelas perspectivas de uma subida mais rápida dos juros nos Estados Unidos, um movimento que é desfavorável ao metal precioso.

 

O ouro sobe 0,03% para 1.317,47 dólares, enquanto a prata desce 0,10% para 16,4497 dólares.

Esta quinta-feira, o novo presidente da Fed, Jerome Powell, afirmou que, "aumentando gradualmente os juros ao longo do tempo", a autoridade monetária está "a tentar levar a inflação a atingir a meta, mas garantindo também que a economia não sobreaquece".  

 

 

 




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comentários mais recentes
o senhor dragi é um monte de TRAMPA 02.03.2018

snhor DRAGI do BCE deveria aprender com os AMERICANOS e já deveria ter começado a subir juros tal como os ALEMÃES e os FRANCESES querem mas ele é uma TRAMPA e a bolsa dos EUA qualquer dia está em MÁXIMOS outra vez e na EUROPA é a SHEET que se VÊ

Anónimo 02.03.2018

Turn Trump into the new JFK. Make History Again.

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