Mercados num minuto Abertura dos mercados: Guerra comercial põe ouro em máximo de 6 anos e Brent em mercado urso

Abertura dos mercados: Guerra comercial põe ouro em máximo de 6 anos e Brent em mercado urso

Numa manhã em que as bolsas europeias recuperam das quedas dos últimos dias, as repercussões da escalada na disputa comercial EUA-China impulsionaram o ouro para o valor mais elevado em mais de seis anos e atiraram o Brent para mercado urso. Já os juros continuam em queda na Zona Euro e no prazo a 10 anos a "yield" portuguesa registou outro mínimo histórico.
Abertura dos mercados: Guerra comercial põe ouro em máximo de 6 anos e Brent em mercado urso
EPA
David Santiago 07 de agosto de 2019 às 09:30
Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,44% para 4.854,45 pontos

Stoxx 600 cresce 0,21% para 368,48 pontos

Nikkei desvalorizou 0,33% para 20.516,56 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos recuam 2,8 pontos base para 0,224%

Euro avança 0,03% para 1,1202 dólares

Petróleo desvaloriza 0,39% para 58,71 dólares por barril em Londres  

 

Bolsas animam com resultados e bancos centrais

As principais bolsas europeias abriram a sessão desta quarta-feira, 7 de agosto, a negociar em alta e a recuperar das perdas acumuladas na sequência da escalada na guerra comercial EUA-China.

 

O índice de referência europeu Stoxx600 sobe 0,21% para 368,48 pontos, com todos os setores em alta com exceção feita às matérias-primas e petróleo, e o índice lisboeta PSI-20 ganha 0,44% para 4.854,45 pontos, apoiado sobretudo na subida do BCP. Tanto o Stoxx600 como o PSI-20 interrompem uma série de três dias consecutivos em queda.

 

A alimentar o otimismo dos investidores está a mudança de foco em direção à apresentação de resultados como é o caso do Banco BPM. Nota ainda para as subidas da Bayer (+4,49% para 57,99 euros) e da Lanxess (+4,16% para 50,79 euros) depois destas cotadas terem acordado a venda das respetivas participações na Currenta, num negócio avaliado em 3,9 mil milhões de dólares.

 

Ainda a impulsionar está o Banco BPM, que avança 5,52% para 1,787 euros, depois de ontem o terceiro maior banco italiano ter reportado lucros de 443 milhões de euros no segundo trimestre, mais do triplo do que em igual período do ano passado.

 

Também a contribuir para a subida das bolsas está o corte dos juros acima do esperado pelos analistas que foi decretado pelos bancos centrais da Índia e da Nova Zelândia, confirmando o movimento de reforço das políticas expansionistas em resposta a uma conjuntura económica em deterioração num contexto de acentuar de tensão na disputa comercial entre Washington e Pequim.

 

Após recuperação, yuan volta a cair

Depois da queda expressiva de segunda-feira na sequência da nova taxa de câmbio fixada pelo Banco Popular da China nos 6,9 yuans por dólar e da subida de terça-feira motivada pela colocação no mercado de títulos soberanos emitidos em yuans, a divisa chinesa volta a recuar esta manhã.

 

O yuan segue a perder 0,33% para os 7,0430 dólares, um valor acima do mínimo de 11 anos verificado há dois dias.

 

Por sua vez, o euro segue a ganhar ligeiros 0,03% para 1,1202 dólares.

 

Juros de Portugal caem há oito dias com novo mínimo

Os juros das dívidas públicas na área do euro mantêm a tendência de quedas, sendo que no prazo de referência a 10 anos a "yield" correspondente às obrigações soberanas de Portugal cai 2,8 pontos base para 0,224% depois de já ter recuado para 0,2212%, o que representa um novo mínimo de sempre.

 

Os juros de Portugal com maturidade a 10 anos aliviam há oito sessões consecutivas, o ciclo mais longo desde dezembro de 2018.

 

As "yields" associadas às obrigações da Alemanha também continuam a negociar no mercado secundário com taxas negativas em todas as maturidades, sendo que no prazo a 10 anos a taxa de juro das "bunds" cai 1,7 pontos base para -0,556%, o nono dia seguido a recuar.

 

Já os juros correspondentes aos títulos soberanos de Itália e Espanha com prazo a 10 anos caem pela segunda sessão, respetivamente 2,3 e 3,1 pontos base para 1,488% e 0,192%.

 

Petróleo volta a desvalorizar para mercado urso

O preço do petróleo cai há três sessões consecutivas nos mercados internacionais, com o Brent a transacionar em mercado urso. Esta desvalorização foi provocada pelo receio quanto ao impacto negativo nos níveis de procura mundial pela matéria-prima perante uma eventual nova escalada na guerra comercial.

 

O Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e utilizado como valor de referência para as importações nacionais, perde 0,39% para 58,71 dólares por barril, mantendo assim próximo do mínimo de 8 de janeiro atingido ontem.

 

Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) desliza 0,24% para 53,50 dólares, o que significa que transaciona na cotação mais baixa desde 18 de junho.

 

Ouro já negoceia em máximos de mais de seis anos

O metal precioso aprecia há três sessões e já tocou esta manhã no valor mais elevado desde abril de 2013, o que significa que segue em máximos de mais de seis anos depois de ter tocado nos 1.491,31 dólares por onça.

 

Nesta altura, o ouro segue a apreciar 0,79% para 1.486,10 dólares por onça, com o metal dourado a ver reforçado o respetivo valor enquanto ativo de refúgio devido às incertezas relativas à evolução da economia global e às consequências provocadas pelo conflito sino-americano.




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