Mercados num minuto Abertura dos mercados: Incerteza política abala Europa pela terceira sessão. Juros chineses em mínimos

Abertura dos mercados: Incerteza política abala Europa pela terceira sessão. Juros chineses em mínimos

O dia volta a ser de pessimismo nos mercados europeus, com as fontes de incerteza a multiplicarem-se. No Velho Continente há crise política em Itália, lá fora é a Argentina que está a gerar preocupações e os Estados Unidos e a China que permanecem sem entendimento comercial.
Abertura dos mercados: Incerteza política abala Europa pela terceira sessão. Juros chineses em mínimos
Reuters
Ana Batalha Oliveira 13 de agosto de 2019 às 09:38

Os mercados em números

PSI-20 cai 0,49% para os 4.772,63 pontos

Stoxx 600 recua 0,33% para os 369,17 pontos

Nikkei desliza 1,11% para os 20.455,44 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos aliviam 0,9 pontos base para os 0,227%.

Euro desce 0,23% para os 1,1188 dólares

Petróleo em Londres deprecia 0,26% para os 58,31 dólares por barril 

 

Europa cai pela terceira sessão

As principais praças europeias pintam-se de vermelho. O maior agregador europeu, o Stoxx600, espelha a tendência negativa ao cair 0,33% para os 369,17 pontos. As cotadas do setor bancário são novamente as que mais descem, aproximando-se de uma quebra de 1%, numa altura em que os bancos centrais têm optado por estimular a economia com cortes de juros, o que prejudica as margens financeiras das instituições.

A abalar o sentimento dos mercados na Europa está a crescente instabilidade política em Itália. O Senado italiano vai decidir para a semana a data do voto de confiança, um evento que deverá deixar Itália sem uma maioria política e à beira de eleições antecipadas. Neste cenário, a extrema-direita está melhor posicionada para ascender ao poder, uma vez que lidera as mais recentes sondagens.

Fora do Velho Continente, a crise política instala-se também na Argentina, com os populistas a ganharem terreno nas primárias – terreno que retiram ao atual presidente, o qual tem seguido uma estratégia de consolidação orçamental de forma a afastar o país da situação próxima da bancarrota na qual se encontrava.

Por fim, o impasse nas negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China continua a pesar no sentimento dos investidores, à medida que a data para a imposição de novas tarifas sobre as importações chinesas com entrada nos Estados Unidos – o primeiro dia de setembro – se aproxima.

Em Lisboa, o PSI-20 cai 0,49% para os 4772,63 pontos, com a Pharol a abater 13,14% e o "pesado" banco BCP a perder mais de 1%.

Juros chineses descem aos 3% pela primeira vez desde 2016

Os juros da dívida chinesa a dez anos desceram para os 3% pela primeira vez desde 2016, juntando-se ao movimento de alívio nos juros das obrigações soberanas que se tem registado em todo o globo. Os investidores preferem estes ativos, tradicionalmente com menos risco, na altura de elevada incerteza económica e política. Os juros da dívida chinesa já subtraíram 40 pontos base desde o pico que atingiram em abril.

Em Portugal, os juros das obrigações para a mesma maturidade de referência recuam pela segunda sessão, 0,9 pontos base para os 0,227%. Na Alemanha a tendência é equivalente e a taxa remuneratória alivia 2,3 pontos base para os 0,617% negativos.

Franco suíço em máximo de mais de dois anos

A moeda suíça está a cotar no nível mais elevado desde junho de 2017. O franco beneficia do estatuto de ativo refúgio no contexto de incerteza económica e política vivido no Velho Continente. Por um lado, as principais potências – da Alemanha ao Reino Unido – têm vindo a mostrar sinais de enfraquecimento económico. Por outro lado, o tumulto político em Itália avoluma os receios dos investidores.

A moeda única europeia quebra 0,10% para os 1,08628 francos suíços e perde também face à divisa norte americana, 0,23% para os 1,1188 dólares.

Debandada de ativos de risco arrasta petróleo

O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, segue a cair 0,26% para os 58,31 dólares. Esta quebra marca uma inversão após três sessões de ganhos. A matéria-prima cede numa altura em que os investidores se afastam dos ativos de risco face ao cenário de instabilidade política e tensões comerciais vivido em vários pontos do globo – Itália, Argentina, e, no caso do conflito comercial, Estados Unidos e China. Estes receios abafam o otimismo que poderia emergir da recentemente anunciada quebra nas reservas de petróleo dos Estados Unidos.

Milho em mínimos de maio

Os futuros de milho desceram para o nível mais baixo desde maio, prolongando o ciclo mais longo de quebras em seis anos. O pessimismo está relacionado com o anúncio do Departamento de Agricultura norte-americano que terá autorizado os agricultores a plantar uma área acima daquela prevista pelos analistas. O milho desvaloriza agora 2,7% para os 3,8225 dólares por alqueire.

 

 

 




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